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Uruguai despacha Brasil da Copa América

Seleção brasileira está fora, depois de o Uruguai vencer nos pênaltis, numa partida com mais faltas na Copa América de 2024

O confronto entre Brasil e Uruguai nas quartas de final da Copa América 2024, realizado no Allegiant Stadium, em Las Vegas, na noite de sábado (6/7), foi marcado pela violência e pelo drama. Com um total de 41 faltas, este jogo se tornou o mais sujo do torneio até agora, superando o empate de 0-0 entre Chile e Peru, que registrou 37 infrações. O clima hostil culminou na expulsão de Nahitan Nandez, do Uruguai, e em quatro cartões amarelos adicionais, transformando a partida em uma verdadeira batalha.

Após 90 minutos de empurrões, cutucadas e poucas oportunidades claras, a partida foi decidida nos pênaltis. A seleção uruguaia, sob o comando de Marcelo Bielsa, conseguiu superar o Brasil na disputa, garantindo sua vaga na semifinal contra a Colômbia. O Brasil, por sua vez, foi eliminado da competição.

A tensão continuou antes mesmo do início da disputa de pênaltis, com empurrões e provocações entre os jogadores. Eder Militao foi o primeiro a cobrar pelo Brasil, mas seu chute foi defendido por Sergio Rochet. O Uruguai converteu suas três primeiras cobranças, enquanto Douglas Luiz acertou a trave, e José María Giménez desperdiçou sua chance. Manuel Ugarte, por fim, marcou o pênalti decisivo, selando a vitória uruguaia por 4-2.

O estilo de jogo agressivo de Marcelo Bielsa se destacou. Seus jogadores pressionaram incessantemente, muitas vezes em grupos de dois, três ou quatro, tornando difícil para o Brasil construir jogadas. Alisson, o goleiro brasileiro, foi frequentemente forçado a lançar a bola para frente sem direção clara, e os jogadores de linha falharam repetidamente ao tentar sair jogando.

Apesar de uma ligeira retração no segundo tempo, devido ao alto nível de intensidade exigido, o Uruguai conseguiu manter o Brasil desorganizado. Mesmo com um jogador a mais, a Seleção não conseguiu criar oportunidades consistentes. Esta dificuldade não é inédita na campanha do Brasil na Copa América, refletindo uma equipe ainda em fase de construção sob o comando de Dorival Junior, que assumiu em março.

Endrick, jovem de 17 anos, fez sua estreia como titular, substituindo Vinicius Junior, suspenso. No primeiro tempo, foi oficialmente derrubado três vezes, mas qualquer espectador atento notaria que essa estatística é subestimada. A defesa uruguaia testou implacavelmente a resiliência do jovem atacante, que, apesar dos constantes empurrões, manteve-se firme e voltou a se levantar após cada queda.

Embora Endrick tenha sido constantemente pressionado, ele mostrou determinação. Sua luta física foi intensa, mas a falta de apoio e as dificuldades enfrentadas pela equipe em geral limitaram suas oportunidades no ataque.

A expulsão de Nahitan Nandez por uma entrada violenta em Rodrygo foi justificada. O jogo, já competitivo, ultrapassou os limites da agressividade, acumulando o maior número de faltas do torneio até então. A entrada de Nandez foi um exemplo claro da determinação uruguaia em recuperar a bola rapidamente, característica do sistema de Bielsa.

Com a suspensão de Nandez e a lesão de Ronald Araújo, o Uruguai enfrentará a Colômbia sem duas de suas peças defensivas principais. A determinação da equipe será determinante para superar esses problemas e continuar sua campanha na Copa América.

Dorival Junior reconheceu os aspectos positivos e negativos da campanha brasileira. Admitiu que, apesar de a equipe ter lutado bravamente, faltou criatividade. Marcelo Bielsa, por sua vez, destacou a disputa acirrada e a defesa sólida de sua equipe, mesmo com um jogador a menos.

O Uruguai enfrenta a Colômbia nas semifinais, enquanto o Brasil está eliminado da competição, refletindo sobre uma campanha que, embora prometesse, não alcançou o sucesso esperado.

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