12 de abril de 2016
por Esmael Morais
8 Comentários

Ex-senador Gim Argello é preso em Brasília na 28ª fase da Lava Jato

da Agência Brasil

O ex-senador Gim Argello foi preso preventivamente hoje (12), em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política em comissões parlamentares de inquérito que investigavam a Petrobras, informou o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR).

Segundo o MPF-PR, a prisão do ex-senador foi autorizada após terem sido recolhidas provas de que ele recebeu R$ 5 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia, conforme depoimento do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa, em delação premiada, à força-tarefa da Lava Jato.

Argello teria orientado o empreiteiro a destinar o dinheiro na forma de doações eleitorais aos diretórios nacionais de quatro partidos indicados por ele: DEM (R$ 1,7 milhão), PR (R$ 1 milhão), PMN (R$1,15 milhão) e PRTB (R$1,15 milhão). Em 2014, as siglas integravam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-senador tentava a reeleição.

O MPF-PR disse ter comprovado o depósito do dinheiro nas contas dos partidos por meio de recibos. Em 2014, Ricardo Pessoa não foi convocado para depor nem na CPI da Petrobras no Senado, nem na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a estatal. Gim Argello integrou ambas.

Outro indício contra o ex-senador foi encontrado no celular do executivo Léo Pinheiro, da empreiteira OAS, apreendido ainda na 7ª fase da Operação Lava Jato.

Em mensagens, trocadas com Otávio Marques de Azevedo, presidente da empreiteira Andrade Gutiérrez, é mencionado o pagamento de R$ 350 mil para uma paróquia frequentada por Argello, que recebeu a alcunha de “Alcoólico”, em uma referência à bebida destilada “gim”. O dinheiro teria ligação com a obra da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), da Petrobras, em Pernambuco.

Pinheiro também não foi convocado a depor nas comissões que investigavam a Petrobras no Congresso.

Os procuradores dizem ter recolhido ainda outras provas que corroboram o pagamento de propina, tais como registros de ligações telefônicas e reuniões.

Vitória de Pirro

Deflagrada hoje, a 28º fase da Lava Jato recebeu o nome de Vitória de Pirro e cumpre 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Taguatinga (DF) e São Paulo.

Além da prisão preventiva de Gim Argello, estão sendo cumpridos outros dois mandados de prisão temporária e quatro de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor e depois liberado – além de 14 ordens judiciais de busca e apreensão.

São investigados os crimes de associação criminosa, concussão, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O nome dessa fase da Lava Jato faz referência ao rei Pirro (318 aC – 272 aC), de uma região na antiga Grécia que apesar de ter derrotado os romanos em uma batalha, Leia mais

4 de julho de 2015
por Esmael Morais
21 Comentários

Coluna do Jorge Bernardi: Patriotas, Lei de Gerson, Pessoa e a liberdade da “eminencia parda” do governo Beto Richa

gersonJorge Bernardi*

Há 150 anos, na Guerra do Paraguai, as tropas do Brasil não conseguiam passar uma pequena ponte no riacho Itororó. No meio da luta emergiu um homem de cabelos brancos e gritou: “sigam-me os que forem brasileiros”. Era o Duque de Caxias, com 65 anos, que num gesto de bravura conduziu o exército brasileiro a vitória.

No passado haviam heróis na liderança da pátria. Hoje há ladrões. Com raras exceções, quem está no Poder e quem quer alcançá-lo, só pensa em locupletar-se, levar vantagem, como na Lei de Gerson. O capitão da Seleção Canarinho de 1970, deu nome a lei, ao fazer propaganda de cigarro, num tempo em que até atletas fumavam. Ele terminava com o bordão: você vai levar vantagem sempre. O Brasil mudou nestes 40 anos, fuma-se hoje muito menos. Em relação a corrupção, o aumento foi brutal.

A delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, o capo do cartel das empreiteiras, que agiam na Petrobras, roubando bilhões de reais, revelou a podridão nas entranhas do Poder. Nada que as “pessoas” já não soubessem, mas que agora foi confessada por um Pessoa, que financiou e enriqueceu às custas da corrupção de autoridades. Leia mais

6 de fevereiro de 2014
por Esmael Morais
6 Comentários

Vaquinha do delator Roberto Jefferson terá Collor, Gim e Jovair

do Brasil 247O delator do chamado ‘mensalão’, Roberto Jefferson, pretende seguir o caminho dos petistas condenados na Ação Penal 470 e pedir ajuda para pagar a multa de R$ 724 mil a que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns nomes que estão na lista do ex-deputado do PTB são importantes líderes do partido, como o ex-presidente Fernando Collor (AL), o senador Gim Argello (DF) e o deputado Jovair Arantes (GO).

“Ligo para o Collor, para o Gim, para o Jovair. Peço ao Benito para arrecadar. O Collor não vai se negar, tenho certeza. Meus companheiros não vão me faltar”, declarou Roberto Jefferson ao jornal O Estado de S.Paulo. “Mas, primeiro, vou tentar liquidar (a multa) da minha parte, talvez pedir um parcelamento”, acrescentou o ex-deputado.

A ideia, no entanto, não é lançar um site, como fizeram os petistas José Genoino e Delúbio Soares. Juntos, os dois arrecadaram pela internet cerca de R$ 1,7 milhão para pagar suas multas. “Não vou fazer lista em site. Não sei e não quero fazer. O PT tem facilidade em arrecadar, todos que têm mandato contribuem mensalmente com o partido. No PTB, os deputados não dão um centavo ao partido”, disse Jefferson.

Apesar de réu confesso e sem mais direito a recursos pela condenação de sete anos e 14 dias de prisão, Roberto Jefferson continua solto. Ele aguarda do presidente do STF, Joaquim Barbosa, a decisão sobre se poderá cumprir pena em regime domiciliar. Sua defesa argumenta que, por conta da recuperação de uma cirurgia que retirou um câncer no pâncreas, o ex-deputado tem uma dieta rígida, que não poderia ser seguida na cadeia.

A dieta que inclui salmão e geleia real, amplamente divulgada pela imprensa no ano passado, foi repetida por Jefferson nesta quarta-feira 5: “ridicularizaram minha dieta, mas é o que tenho que seguir diariamente. Não tenho condição de ficar em um presídio com o que eu como: arroz, pão, massa integrais, queijo magro, proteína, salmão, geleia real”, disse.

Sobre a prisão dos outros condenados, Jefferson disse que o ex-ministro José Dirceu não tem que “sofrer mais que os outros” !“ o petista pediu autorização para trabalhar, mas foi o único que não obteve resposta de Barbosa. O ex-deputado do PTB também disse ser favorável à  prisão domiciliar de Genoino, que sofre de uma doença do coração.

Uma vantagem, ao menos, Jefferson tem. Conta, até o momento, com a aparente simpatia de Joaquim Barbosa, que não dá qualquer sinal de que pretende prendê-lo.

Leia mais