13 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Beto Richa “cochila” e usinas da Copel vão à leilão dia 6 de novembro

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) colocará em leilão no próximo dia 6 de novembro, às 10 horas, na Bolsa de São Paulo (Bovespa), duas usinas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) — Parigot de Souza e Mourão I — cujas concessões venceram há dois anos e o governador Beto Richa (PSDB) não havia manifestado interesse em mantê-las entre o patrimônio dos paranaenses.

O edital nº 12/2015, da Aneel, prevê leilão de usinas em seis lotes (abaixo, confira a minuta do documento).

Para o leitor entender esses leilões da Copel Geração é preciso retroagir três anos, em 7 de setembro de 2012, quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou a redução da tarifa de energia elétrica para todos os brasileiros (clique aqui para relembrar).

Em janeiro de 2013, depois de muita pressão da sociedade pela redução das tarifas, Richa anunciou assinatura de um pacto de renovação das concessões das ‘transmissões’ com o governo federal, mas deixou de fora a ‘geração’ de energia das usinas (clique aqui) — que vai à leilão no final deste mês.

A usina de Parigot de Souza, no município de Antonina, com capacidade de 260 MW, poderia atender toda a região Litoral. Ela entrou em operação em 1970 e está totalmente amortizada (paga) pelos usuários.

Já a usina Mourão I, instalada no município de Campo Mourão, também amortizada, começou operar em 1964. Sua capacidade é de 8,2 MW.

Ambas as usinas que poderão pertencer a outros grupos econômicos, inclusive privados, são considerados orgulho e obras de afirmação da engenharia paranaense. Sua perda, além do revés para a memória técnica dos profissionais, coroa a falta de planejamento do governo Beto Richa na estratégica área energética.

Não é segredo para ninguém que o governo do PSDB planeja a privatização da Copel e de outras empresa públicas, como a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Várias manobras governamentais já foram tentadas para desfazer delas, mas a sociedade tem se mostrado vigilante. A última investida contra as estatais ocorreu no mês passado, quando o Palácio Iguaçu quase revogou lei que o obriga debater venda de ações na Assembleia Legislativa.

No começo deste ano, o secretário importado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, cuja missão aqui no estado é aniquilar o patrimônio de todos os paranaenses, dentre eles a Copel, Leia mais

28 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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UGT defende que nova Poligonal dos Portos pode trazer mais empregos e desenvolvimento ao Paraná

Jaime da Saúde*

“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”.
Ray Kroc

O assunto mais discutido no meio sindical portuário em Paranaguá nos últimos meses tem sido a nova poligonal.

Infelizmente, alguns empresários e certos políticos em decadência e que nunca fizeram nada por nossa cidade e sobretudo pelo nosso litoral, querem agora enganar a população dizendo que a nova poligonal, prevista na nova Lei dos Portos, do governo federal, irá tirar os empregos dos parnanguaras. Isso é uma mentira!

A Lei dos Portos (12.815/2013), e por consequência a nova poligonal, irá permitir que novos empreendimentos se instalem em nossos municípios, dentre os quais: Porto de Pontal do Paraná, Projeto Terlip, Projeto Prange, Projeto Melport – Pré-Sal, dentre outros, possibilitando a geração de milhares de empregos – diretos e indiretos.

Mas, por que alguns setores em nossa cidade teimam em semear a mentira? Simples. Com isso empresas que querem manter o monopólio vão ficar sempre explorando a mão de obra dos nossos trabalhadores, pois se os empregos são escassos, a luta sindical por mais direitos e melhores salários fica mais fraca ainda.

É por isso que conclamo a todos os cidadãos a debater e conhecer melhor essa importante mudança que trará mais desenvolvimento ao nosso litoral, que é a nova poligonal, principalmente num momento em que a taxa de desemprego no estado do Paraná é a maior da região sul do país.

Deixo claro aqui minha posição como trabalhador e dirigente sindical: Eu e a UGT, central sindical que se pauta por princípios éticos e de cidadania, sempre estaremos na luta pela geração de empregos, e no caso específico que envolvam novos terminais portuários, que tal mão de obra seja absorvida através das entidades sindicais dos TPA´s – Trabalhadores Portuários Avulsos. E caso alguém se levante dizendo que isso não é possível, mais uma vez digo que é mentira, pois basta nos unirmos no sentido de que a Secretaria dos Portos, do governo federal, altere a redação do artigo 44 da Lei 12.815, e com isso preserve os direitos dos nossos valorosos trabalhadores.

Emprego é uma questão de dignidade. Essa é a minha luta! Espero que também seja a sua.

*Jaime Ferreira dos Santos (Jaime da Saúde), é presidente da UGT Regional Litoral do Paraná.

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