A deputada federal Luiza Erundina, do PSOL, mostrou-se chocada com o anúncio feito pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, sobre a substituição de professores pelo ChatGPT.
“Quando você acha que já viu de tudo um pouco, vem o governador e sugere o uso do ChatGPT na produção de aulas digitais. Precariza, privatiza e agora mais essa. É absurdo!”, protestou a parlamentar, que já foi prefeita da cidade de São Paulo nos anos oitenta pelo PT.
A reação nas redes sociais foi imediata e não faltou bom humor em um assunto tão importante, que é a educação: “Podiam usar o ChatGPT para substituir o Tarcísio”, comentou um espirituoso navegante.
A produção de aulas digitais no lugar de professores é mais um daquelas ideias “geniais” do secretário de Estado da Educação, Renato Feder, bastante conhecido dos educadores paranaenses.
O uso do ChatGPT na produção de conteúdos pode ser o início de uma experiência com a aprendizagem de máquina (machine learning, em inglês) mais ampla, que, em breve, poderá substituir o professor na sala de aula. Este é o desejo de consumo neoliberal: eliminar as pessoas e desumanizar o processo educacional, reduzindo-o a uma interação fria e impessoal entre máquinas e alunos.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




