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STF julga prisão de Collor e Moro vira alvo nas redes

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta segunda-feira (28), às 11h, o julgamento da prisão do ex-presidente Fernando Collor de Mello, 75 anos, em plenário virtual. A votação, que já conta com seis votos favoráveis, encerra às 23h59 de hoje.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de obrigar o cumprimento imediato da pena de Collor — oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na BR Distribuidora — reforçou o tom de rigor da Suprema Corte.

Apesar de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes ter ameaçado levar o julgamento ao plenário físico, o processo seguirá mesmo no ambiente virtual.

Collor escolheu cumprir a pena em Maceió, seu reduto eleitoral, mas a defesa insiste na tentativa de converter a pena em prisão domiciliar, alegando idade avançada e problemas de saúde.

Redes sociais explodem: Moro no olho do furacão

Enquanto o STF julga Collor, Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato e atual senador, virou assunto quente no X (antigo Twitter).

A hashtag #Moro disparou nas tendências, com internautas cobrando a seletividade e parcialidade da Operação Lava Jato em contraste com a robustez das provas que levaram Collor à cadeia.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Esmael, o juiz federal Eduardo Appio — sucessor de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba — foi categórico:

“Essa prisão não tem relação com a Lava Jato.“

Segundo Appio, o caso de Collor envolve corrupção na BR Distribuidora, sem conexão direta com a Petrobras, foco da força-tarefa de Curitiba.

👉 Leia também: Moro vira alvo nas redes com prisão de Collor e crítica da ministra Gleisi

Gleisi Hoffmann vai para o ataque e viraliza

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aproveitou a deixa e disparou contra Sergio Moro:

“Contra Collor, o STF tem provas: recibos de propina, milhões na conta, carros de luxo. Lula, ao contrário, foi vítima de uma perseguição sem provas.

O desabafo da ministra viralizou, escancarando a diferença entre uma condenação legítima e uma prisão forjada no conluio entre juiz e procuradores.

Reações nas redes: herói ou vilão?

As redes sociais se dividiram:

  • Apoiadores de Lula celebraram a diferença entre Collor e o atual presidente, reafirmando sua inocência.
  • Bolsonaristas e lavajatistas tentaram minimizar os impactos, defendendo a bandeira do “combate à corrupção”.
  • Juristas e analistas políticos reforçaram que o STF agiu de forma autônoma, sem espetacularização.

Sergio Moro, por sua vez, foi arrastado para o centro das comparações históricas — e não saiu bem na foto.

Tudo o que você precisa saber sobre a prisão de Collor

Por que Sergio Moro virou trend nas redes?

As comparações entre a condução da prisão de Collor e os métodos da Lava Jato trouxeram Moro de volta ao epicentro da polêmica.

A prisão de Collor tem relação com a Lava Jato?

Não. A condenação de Collor tramitou fora da 13ª Vara Federal de Curitiba e envolveu apenas a BR Distribuidora.

O que disse Gleisi Hoffmann?

Que Collor foi condenado com provas sólidas, enquanto Lula foi vítima de perseguição sem evidências materiais.

Qual o impacto político dessa história?

Fortalece o discurso de inocência de Lula, desgasta a imagem de Moro e enterra de vez a mística da Lava Jato.

STF envia recado claro: sem espaço para blefes

A prisão de Collor foi só o começo. Na mesma sexta-feira (25), o STF também condenou Débora Rodrigues, a “Débora do Batom” — famosa pelo picho “Perdeu, Mané” no Supremo em 8 de Janeiro —, a 14 anos de cadeia.

Para especialistas ouvidos pelo Blog do Esmael, a mensagem é cristalina: não há arrego para Bolsonaro e aliados. A Suprema Corte permanece unida e pronta para aplicar a lei — sem medo de cara feia.

Segundo Eduardo Appio,

“O Supremo está coeso. Alexandre de Moraes não cede a blefes.“

Seja no caso Collor, seja nos desdobramentos dos atos golpistas, o STF crava: a democracia brasileira não será intimidada.