Creio que Fruet assimilou o discurso de seu principal adversário, Luciano Ducci (PSB), que o acusa de incoerência! por causa da aliança com o PT. O pedetista vem funcionando retroativamente, na defensiva, em virtude da atuação que teve na CPI do Mensalão, lá pelos idos de 2005, no Congresso Nacional.
A reação de Gustavo Fruet e estrategistas da campanha lembra muito aquele pré-adolescente que é vítima de bullying na escola. Os colegas lhe aplicam um apelido e ele, indignado, reage negando o carimbo. Para espezinhar a vítima, os maldosos insistem na galhofa até o apelido colar de vez.
Essa história de que o eleitor da capital não aceita o PT é conversa para boi dormir. Tão conservador quanto os curitibanos são os pontagrossenses que, segundo o Ibope divulgado ontem, colocam o petista Péricles Mello na liderança da disputa pela prefeitura daquele município da região dos Campos Gerais.
Outros dados desmontam o mito que Curitiba é anti-PT. A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula são os grandes eleitores por aqui, como atestam as pesquisas. Prova disso, até o prefeito Ducci disse, em seu primeiro programa eleitoral na tevê, que seu partido é da base do governo federal e que é Dilma desde criancinha. Some-se a isso a votação de Gleisi Hoffmann (PT) para o Senado, em 2010. A hoje ministra obteve naquela oportunidade 413.993 votos nas urnas da capital.
Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.

