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Polícia Federal diz que “Sicário” tenta tirar a própria vida no caso Master

A Polícia Federal (PF) informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e preso na 3ª fase da Operação Compliance Zero ligada ao caso Banco Master, tentou tirar a própria vida enquanto estava sob custódia em Minas Gerais e foi socorrido por agentes antes de ser levado para atendimento médico.

O relato atribuído à PF aponta que a corporação comunicou o ministro André Mendonça (STF), relator do caso Master, e encaminhou registros em vídeo para documentar a dinâmica do episódio. A informação foi divulgada em nota à imprensa.

Preso por determinação de Mendonça, “Sicário” é citado na investigação como aliado do banqueiro Daniel Vorcaro e um dos nomes ligados ao grupo “A Turma”, apontado pela PF como estrutura de intimidação e coleta de informações contra desafetos e jornalistas.

A própria PF afirma que a 3ª fase da Compliance Zero apura crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa, com apoio do Banco Central do Brasil (BC).

No plano político, a ministra Gleisi Hoffmann (PT) explodiu o tema nas redes ao dizer que a nova operação expõe, nas palavras dela, “corrupção” envolvendo quadros do Banco Central na gestão Jair Bolsonaro (PL) e sob Roberto Campos Neto, citando investigados e cobrando explicações sobre a fiscalização do Master. As declarações são da ministra e integram a disputa de versões que corre paralela ao inquérito.

O caso ganha peso porque combina três frentes, o inquérito criminal com mandados e prisões, a dimensão regulatória do BC e o uso do escândalo como munição entre líderes em Brasília, com o bolsonarismo tentando empurrar a responsabilidade e o PT buscando carimbar a autoria política do problema.

Dito isso, tentativa de autoagressão sob custódia é sinal de alerta para o sistema de custódia e para a própria apuração, que precisa seguir com transparência, preservação de provas e responsabilização de quem cometeu crime, sem transformar um episódio grave em espetáculo de torcida.

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Nota da PF sobre o incidente

A Polícia Federal lamenta informar que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4/3), atentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais.

Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico.

A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.

Será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.

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