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Valdemar admite impasse com Republicanos pela vice

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Atualizada em 30 de julho de 2026: o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, admitiu que a negociação com o Republicanos para a escolha da vice de Flávio Bolsonaro “não avançou”. A declaração confirma o impasse entre as duas legendas, amplia o isolamento nacional da chapa do PL e repercute diretamente no palanque de Sergio Moro no Paraná.

Valdemar afirmou que precisa de mais tempo para conversar com o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). A fala não representa desistência, veto definitivo nem rompimento entre os partidos. Ela estabelece um fato mais restrito: o PL ainda não conseguiu fechar o apoio nem entregar ao Republicanos as condições políticas exigidas para uma aliança presidencial.

PL ainda busca um nome para a vice

A indefinição atinge a vaga de vice porque o PL procura um nome de outra legenda para ampliar o tempo de propaganda, a estrutura partidária e a presença estadual de Flávio Bolsonaro. Valdemar já havia rejeitado uma chapa formada apenas por integrantes do próprio partido, mas as principais siglas de centro e direita resistem a aderir ao projeto presidencial.

O Republicanos condicionou o entendimento nacional à reciprocidade do PL nos estados. Em entrevista publicada em 23 de julho, Marcos Pereira afirmou que apresentou seis pré-candidaturas estaduais consideradas prioritárias, mas não recebeu do PL as concessões esperadas. Sem acordo nos palanques regionais, o dirigente indicou que a legenda poderia adotar neutralidade na eleição presidencial.

A declaração de Valdemar reduz a distância entre as versões públicas dos dois partidos. Marcos Pereira já dizia que as conversas dependiam de novos entendimentos estaduais. Agora, o próprio presidente do PL reconhece que a negociação não avançou e pede mais prazo para buscar uma saída.

A convenção nacional do Republicanos está prevista para 4 de agosto. Até a deliberação partidária, não há base para afirmar que a legenda rejeitou definitivamente Flávio Bolsonaro. Também não existe acordo formal que assegure ao partido a indicação da vice.

Impasse repercute no palanque de Moro no Paraná

No Paraná, o impasse interfere na tentativa de Sergio Moro (PL) de construir um palanque estadual inteiramente alinhado à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O Republicanos abriga Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), e ocupa espaço na chapa governista liderada por Sandro Alex (PSD).

Curi participa da disputa pelas duas vagas paranaenses ao Senado. Sua presença no bloco do PSD cria uma ligação do Republicanos com a sucessão de Ratinho Junior e reduz o espaço disponível para uma composição estadual comandada exclusivamente pelo PL.

Moro enfrenta, portanto, duas negociações conectadas. Precisa reunir partidos para a disputa pelo governo do Paraná enquanto a direção nacional do PL tenta impedir que Flávio Bolsonaro chegue à eleição com uma chapa isolada. Se o Republicanos mantiver a neutralidade presidencial e permanecer no bloco de Sandro Alex, o senador terá dificuldade adicional para reunir a direita e a centro-direita sob o mesmo palanque.

A resistência do Republicanos não significa apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marcos Pereira já descartou essa hipótese publicamente. A alternativa colocada pela direção partidária é a neutralidade nacional, com liberdade para alianças diferentes nos estados.

Essa posição preservaria os interesses regionais do Republicanos sem obrigar governadores, senadores e candidatos estaduais a carregar Flávio Bolsonaro. Para o PL, a consequência seria disputar a Presidência com menos tempo de propaganda, menor capilaridade partidária e maior dependência de sua própria estrutura.

Negociação continua aberta até as convenções

A declaração de Valdemar acrescenta confirmação direta ao distanciamento que já aparecia nas manifestações do Republicanos. A negociação continua aberta, mas o prazo eleitoral diminui: as convenções partidárias terminam em 5 de agosto, e as alianças precisam ser transformadas em decisões formais antes do registro das candidaturas.

Leia também: Republicanos flerta com Greca na disputa por Curi e cinco partidos articulam frente contra Moro no Paraná.

Acompanhe no Blog do Esmael os acordos nacionais e os reflexos das convenções sobre a eleição de 2026 no Paraná.