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Putin busca protagonismo global na cúpula do Brics, sem Lula

O presidente russo, Vladimir Putin, abriu as portas de Kazan para 36 líderes globais nesta semana, em uma cúpula do Brics que pretende mostrar que a Rússia não está isolada, mesmo sob a sombra das sanções ocidentais.

O evento, que inclui figuras de peso como o presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, reforça o Brics como um bloco com potencial para remodelar a ordem mundial.

Com o Brasil ausente, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu um acidente doméstico, batendo a cabeça, Putin tenta articular o Brics como um contrapeso às potências ocidentais.

Em virtude do incidente de Lula no banheiro, o chanceler Mauro Vieira foi designado para chefiar a delegação brasileira que participará da cúpula dos BRICS, na maior cidade da República do Tartaristão, localizada a 808 km a leste de Moscou.

O presidente Lula participará virtualmente da sessão de chefes de Estado dos países membros.

O grupo, que já foi composto por cinco membros (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), agora abraça novos candidatos, incluindo Irã, Emirados Árabes Unidos e Egito, ampliando sua esfera de influência.

O propósito central do Brics é claro: combater a hegemonia do dólar, principalmente no contexto das sanções econômicas impostas pelos EUA.

A mensagem da cúpula é evidente: Putin quer provar que a Rússia ainda desempenha um papel crucial na construção de uma nova ordem multipolar, mesmo enquanto o Ocidente o condena por suas ações na Ucrânia.

No entanto, a expansão do grupo pode trazer desafios para a coesão ideológica.

Enquanto China e Rússia adotam uma postura mais firme contra o dólar, países como Brasil e Índia têm interesses menos radicais.

Lula, inclusive, destacou que o Brics “não é contra ninguém”, mostrando a diversidade de visões dentro do bloco.

Com a presença de líderes de países como Irã e Arábia Saudita, o Brics se coloca como um caminho alternativo à ordem dominada pelo Ocidente.

Entretanto, os desafios internos podem limitar o alcance das ambições de Putin e Xi Jinping.

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