A capa do jornal americano The New York Times, desta sexta (9), não deixa dúvidas de que o novo Papa Leão XIV é mais pop que o presidente Donald Trump.
Até as diabruras de Trump com deportações de imigrantes e a guerra tarifária contra a China ficaram eclipsadas pela repercussão da nomeação do americano Robert Francis Prevost como Papa.
Não é de somenos a nomeação de Leão XIV para os EUA, que têm a terceira maior população católica do mundo.
Dito isto, Trump, que brincou de Papa, agora vê um concorrente à altura na própria terra do Tio Sam. Por esta, o republicano não esperava…
Talvez Trump precise barbarizar contra o Santo Padre para voltar a performar na mídia. Aguardemos.
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Hoje, manhã seguinte à sua impressionante eleição em um conclave papal, o Papa Leão XIV retornou à Capela Sistina para presidir sua primeira missa como líder de 1,4 bilhão de católicos.
Em sua homilia, o pontífice pediu “esforço missionário” para ajudar a curar as “feridas que afligem nossa sociedade”. Evocando os ensinamentos de seu antecessor, o Papa Francisco, Leão XIV destacou que sua missão será marcada pela proximidade com “as pessoas comuns” e pela crítica aos ricos e poderosos.
Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, ele já enfrenta questões urgentes sobre os rumos da Igreja. No discurso inicial, falou em “construir pontes”, mas não deu indicações claras sobre como governaria a Igreja.
Antes de sua eleição, serviu como missionário no Peru por duas décadas, onde se naturalizou peruano. Mais tarde, foi nomeado cardeal e assumiu cargos importantes na burocracia do Vaticano sob o Papa Francisco.
Leão XIV tem a difícil tarefa de lidar com uma Igreja dividida entre o conservadorismo doutrinário e o progressismo pastoral. Sua formação teológica sólida e experiência missionária no Peru são vistas como trunfos para mediar essas tensões.

Além de ser americano, Leão XIV carrega forte ligação com a América Latina, onde trabalhou como bispo e missionário. Sua experiência no continente e sua visão de Igreja missionária ecoam o legado de Francisco.
Horas após sua nomeação, há relatos da presença do então bispo em várias regiões brasileiras — de Curitiba a Belo Horizonte, onde o agora Papa Leão XIV aparece em fotografia segurando um copo de cerveja.
A eleição de Leão XIV também desperta discussões sobre o papel dos Estados Unidos na Igreja Católica, país que, embora seja uma potência mundial, tem uma base católica em declínio, mas muito influente politicamente.
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A eleição do Papa Leão XIV é um marco histórico para a Igreja Católica e para os Estados Unidos. Mas também é uma dificuldade para o próprio pontífice, que precisará conciliar expectativas globais com suas próprias convicções.
No embate midiático, ao menos por enquanto, o Papa parece mais pop que Donald Trump. A disputa entre o Santo Padre e o ex-presidente americano promete render novos capítulos.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




