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PAC coloca R$ 66 bilhões no Paraná até 2030, diz Gleisi

A ministra Gleisi Hoffmann (PT), das Relações Institucionais, afirmou que o Novo PAC vai colocar cerca de R$ 66 bilhões no Paraná até 2030, num pacote que combina obras, equipamentos e financiamentos, com a meta de acelerar entregas e destravar projetos municipais. A fala ocorreu após reunião em Brasília, na terça-feira (24), com prefeitos e entidades municipalistas do estado.

O número mais consolidado em documentos federais recentes aponta R$ 66,9 bilhões previstos no Paraná até 2030, com aproximadamente 1,5 mil empreendimentos, parte direta no estado e parte em iniciativas regionais.

Na conversa com prefeitos e prefeitas, Gleisi defendeu que a orientação do presidente Lula (PT) é priorizar parceria com as gestões locais para o dinheiro virar obra, serviço e equipamento. O desenho passa por monitoramento de prazos, pendências e contrapartidas, porque boa parte das ações depende de execução municipal.

“Por determinação do presidente Lula, retomamos o PAC com ainda mais força para impulsionar o desenvolvimento, e o nosso estado será contemplado com investimentos que ultrapassam R$ 66 bilhões, assegurando mais oportunidades e qualidade de vida para a população”, anunciou a ministra.

A articulação envolveu as associações Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba), Amlipa (Associação dos Municípios do Litoral do Paraná), AMSULEP (Associação dos Municípios da Região Sudeste do Paraná) e AMCG (Associação dos Municípios dos Campos Gerais), além de representantes do governo federal com caneta em áreas que pesam no cotidiano das cidades.

No recorte habitacional, dados oficiais divulgados pelo governo federal indicam que o Minha Casa, Minha Vida contratou 142,3 mil unidades no Paraná entre 2023 e 2025, com investimento de R$ 23,2 bilhões, um indicador do tamanho do programa no estado dentro do ciclo de retomada.

Na saúde, o Novo PAC também virou entrega visível. O Ministério da Saúde informou, por exemplo, a destinação de 143 ambulâncias para renovar e ampliar a frota do Samu 192 no Paraná, incluindo novas unidades de suporte avançado, e a entrega de cinco unidades odontológicas móveis para levar atendimento a municípios.

Na educação, o FNDE registrou a seleção de propostas no Paraná para 33 novas creches e 10 novos ônibus escolares, dentro do eixo Educação do Novo PAC, um tipo de investimento que costuma ter impacto direto em matrícula, permanência e transporte de estudantes.

Na infraestrutura, obras federais ajudam a explicar o efeito prático do ciclo de investimentos. O DNIT concluiu a revitalização da Ponte Ayrton Senna e acessos na BR-163/PR, em Guaíra, e informou a abertura da Ponte Internacional da Integração, ligando Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco (Paraguai), num corredor estratégico para logística e turismo.

Já na conservação de rodovias, o DNIT divulgou que o Índice de Condição da Manutenção (ICM) alcançou 71% de estradas em boas condições no levantamento referente a junho de 2024, e apontou que o Paraná tinha 74% da sua malha federal classificada como “boa” nesse recorte.

“O Novo PAC reafirma o compromisso do governo Lula com o desenvolvimento do Paraná, a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida da população”, destacou Gleisi, ao ressaltar que esse avanço só é possível com forte articulação entre União e municípios.

No balanço político, Gleisi Hoffmann aposta em um roteiro simples: prefeitura que consegue contratar e executar vira vitrine de governo. Prefeitura que emperra vira munição para adversários. O desafio, portanto, é menos anúncio e mais engenharia de execução, com prazos, projetos e fiscalização na mesa.

Portanto, o PAC no Paraná vai ser julgado na rua, não no PowerPoint. Se a articulação federativa der certo, a conta fecha em serviço entregue, emprego local e obra concluída. Se falhar, sobra frustração e espaço para a oposição gritar.

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Gleisi puxa prefeitos e cobra PAC na ponta. Foto: reprodução/GH

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