A farra dos bancos nas pesquisas eleitorais de 2022 e o impacto nas redes sociais

► O dito “jornalismo profissional” é na verdade um eufemismo para designar “operador financeiro” e cometer crimes contra a sociedade

► Neoliberalismo transformou redes sociais em espaço sem lei

O editorialista da Folha leu, mas não compreendeu a mensagem da jornalista felipina Maria Ressa, Nobel da Paz em 2021, que critica a oligopolização, manipulação dos fatos, fraudes e assédio também em profusão nas redes sociais no âmbito do neoliberalismo econômico.

A Nobel da Paz, vítima de tudo isso, denuncia perseguição de que foi alvo nas Filipinas, haja vista que as mídias sociais naquele país são concentradas pelos meios de comunicação e o governos autoritários [Rodrigo Duterte e Ferdinand Marcos Jr., eleito recentemente].

O neoliberalismo depende da mentira, da fake news, da concentração, da oligopolização, do autoritarismo, da violência, para subjugar a maioria em uma nação e perpeturar-se.

Esse modelo atual no Brasil [e alhures] impede o acesso da sociedade à informação plural e democrática.

O controle das redes sociais e das palavras-chave, por meio de algoritmos, são a parte nefastas nesses tempos de mídia digitais.

A velha mídia corporativa alega que o “jornalismo profissional” seria a arma para combater esse estado de coisas. Mentira cabeluda.

As emissoras de radiodifusão e jornalões – Globo, Folha, Estadão, Veja, et caterva – se esmeraram na produção e disseminação de notícias falsas, as diabólicas fake news, que especulam a favor do sistema financeiro.

Os barões da velha mídia também são ou sócios ou donos dos principais bancos e corretoras financeiras no país.

A Folha, por exempo, é um banco.

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O Grupo Folha é proprietário de maquinhinhas de pagamento online, a Moderinha, dentre outros mecanismos de transação financeira no PagBank.

Esse esquema ainda atinge o processo eleitoral em curso no Brasil porque, em propriedade cruzada, bancos e veículos de comunicação controlam os institutos de pesquisas de opinião.

O site Poder360, dono da pesquisa PoderData, teve aporte do Magazine Luiza – o MegaCred – que vende crédito e até está operando na bolsa de valores.

A Paraná Pesquisas, conhecida como “DataBozo”, tem o incentivo financeiro de um banco – o BGC Liquidez.

O instituo Ipespe, de Antonio Lavareda, tem por trás de suas pesquisas a XP Investimentos – braço do banco Itaú.

A FSB pesquisa tem o BTG Pactual na retaguarda, banco de estimação da revista Veja.

O dito “jornalismo profissional” é na verdade um eufemismo para designar “operador financeiro”, qual seja, especuladores da notícia.

Esse ramo do “jornalismo profissional” atua para tirar vantagem econômica por meio de crimes com a privatização, concessões, tarifas abusivos, insumos como os combustíveis na Petrobras com preços pornográficos, etc. e tal.

Como resolver toda essa fuzarca?

Regulação da propriedade da mídia e estipulação de um novo marco civil dos algoritmos na internet, que proteja os usuários das redes sociais e o acesso à informação.

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