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Pato Branco perde Clóvis Padoan aos 91 anos

Clóvis Santo Padoan, ex-prefeito de Pato Branco, morreu neste sábado (2), aos 91 anos, e deixou o Sudoeste do Paraná sem uma de suas vozes públicas mais ligadas ao municipalismo, ao setor produtivo e ao diálogo com campos progressistas. Ele governou Pato Branco em duas gestões, de 1989 a 1992 e de 2001 a 2004.

A despedida ocorre na Capela Prever, em Pato Branco, com início às 9h e celebração marcada para as 16h deste sábado (2), segundo comunicado da família.

A família informou que Padoan partiu cercado de amor e cuidado. Também pediu que flores fossem convertidas em doações à Casa do Cuidar.

Segundo o arquiteto Nereu Ceni, dirigente do PCdoB, Padoan era “um homem de ideias progressistas” e fará falta no ambiente político paranaense, em um momento em que a extrema direita tenta avançar.

A União da Juventude Socialista (UJS), braço político do PCdoB nos movimentos de juventude, também lamentou a morte e destacou o entusiasmo de Padoan pela participação dos jovens na vida pública.

Padoan atravessou a política de Pato Branco como empresário, liderança regional e prefeito em dois períodos. Entidades do Sudoeste o definiram como gestor visionário e homem de empatia com sua gente.

A morte de Padoan retira de cena uma referência de uma política municipal que ainda conversava com desenvolvimento regional, presença pública e formação de novas gerações.

O luto em Pato Branco é também um recado sobre memória política. Cidades não são feitas apenas por obras, mas por lideranças que disputam ideias, formam quadros e deixam marcas no debate público.

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