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Lulinha processa Flávio Bolsonaro por “guerra suja” de vídeo gerado por inteligência artificial

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido politicamente como Lulinha, acionou formalmente a Justiça contra o senador Flávio Bolsonaro. A representação jurídica exige a retirada imediata, no prazo máximo de 24 horas, de um vídeo publicado nas redes sociais do parlamentar do PL que utiliza recursos de inteligência artificial para associá-lo a supostos desvios de recursos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A ação movida pela defesa de Lulinha pede uma indenização de R$ 10 mil e acusa o candidato à Presidência pelo PL de espalhar desinformação criminosa de forma calculada. De acordo com os advogados, a gravação utiliza montagens sintéticas para simular acusações graves e desgastar a campanha eleitoral petista de forma artificial.

O embate com o uso de inteligência artificial gerou um racha imediato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na mesma quinta-feira, 20 de agosto, o ministro André Mendonça determinou a derrubada de um outro vídeo produzido com inteligência artificial, este ligando o próprio Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A crise da “guerra suja digital” ferve no Palácio do Alvorada, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho. O chefe do Executivo demonstrou irritação com os desdobramentos das investigações e defendeu que seu filho preste um depoimento rápido à Polícia Federal para esclarecer qualquer suspeita e estancar o desgaste político.

A defesa de Lulinha e os coordenadores do PT em São Paulo denunciam que a divulgação de dados da investigação constitui “vazamento seletivo” por parte de setores da Polícia Federal. O partido alega que há uma campanha orquestrada para inflar as investigações sobre o filho do presidente enquanto a grande mídia blinda o clã Bolsonaro das investigações do caso Banco Master.

No Congresso, a oposição liderada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG) corre para colher assinaturas para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar Lulinha. O pedido de investigação foca em mensagens interceptadas pela PF que revelam que a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, enviou uma minuta de contrato de R$ 626 milhões para venda de canabidiol ao SUS para o gabinete presidencial.

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