O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na quinta-feira (28), a lei que cria a Universidade Federal Indígena (UNIND), em cerimônia no Palácio do Planalto. A nova instituição terá sede em Brasília e estrutura multicêntrica, com campi em outras regiões do país.
Segundo o governo, a universidade nasce com 10 cursos de graduação e oferta inicial de 2.800 vagas para estudantes. A estrutura prevista inclui 366 docentes e 383 técnicos.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que o governo comprou o prédio que pertencia à Universidade dos Correios, em Brasília. A entrega do espaço está prevista entre os dias 15 e 19 de junho.
Durante a solenidade, o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, afirmou que a UNIND representa um legado para os povos originários. Ele disse que a universidade foi construída com participação de lideranças indígenas e deve valorizar saberes tradicionais e acadêmicos.
O governo informou que a proposta passou por seminários estaduais e encontros nos seis biomas brasileiros. Segundo os dados apresentados no evento, cerca de 3.500 pessoas, de 236 povos indígenas e 26 estados, participaram da construção da proposta pedagógica.
A nova universidade também poderá adotar processos seletivos próprios, levando em conta diversidade linguística e cultural. A gestão deverá ser ocupada por docentes indígenas, com reitor e vice-reitor escolhidos dentro desse perfil.
Na cerimônia, Lula pediu agilidade na preparação da sede para que os primeiros alunos sejam recebidos o quanto antes. O governo trata a UNIND como parte da política de ampliação do acesso de indígenas ao ensino superior.
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