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Lula nomeia Nicole Trauczynski juíza titular do TRE-PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, no Diário Oficial da União de 7 de julho, a advogada Nicole Trauczynski para o cargo de juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Ela ocupará a vaga aberta pelo término do primeiro mandato de José Rodrigo Sade e participará do colegiado responsável pelos processos estaduais das eleições de 2026.

O decreto presidencial informa que a escolha foi realizada no processo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A nomeação ainda deverá ser seguida pelos atos administrativos necessários para a posse e o início do mandato.

Nicole integrava a lista tríplice formada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) ao lado das advogadas Ana Carolina de Camargo Clève e Tatiane de Cássia Viese. A relação foi encaminhada à Presidência da República, responsável pela decisão final. Nicole recebeu 60 votos no segundo escrutínio realizado pelo Pleno do TJPR.

A escolha presidencial é uma prerrogativa prevista na Constituição. Cada tribunal regional eleitoral possui sete integrantes, dos quais dois são advogados nomeados pelo presidente da República a partir dos nomes indicados pelo Tribunal de Justiça do respectivo estado. Os membros cumprem mandatos de dois anos e podem permanecer por, no máximo, dois biênios consecutivos.

A consequência política e institucional é imediata. O TRE-PR julga registros de candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, além de ações eleitorais, recursos e pedidos que podem alterar candidaturas, mandatos e resultados no Paraná.

Nicole tem atuação na advocacia criminal e participou de processos derivados da Operação Lava Jato. Em 2021, seu nome apareceu entre os advogados que peticionaram habeas corpus relacionado a decisões da 13ª Vara Federal de Curitiba,que era comandada pelo então juiz Sergio Moro.

A nomeação reúne, portanto, três elementos distintos: a prerrogativa constitucional de Lula, a votação interna realizada pelos desembargadores do TJPR e a trajetória profissional da escolhida. O fato de a nova juíza ter defendido personagens que podem participar da eleição aumenta a cobrança por transparência, mas não autoriza concluir previamente pela existência de impedimento ou favorecimento.

A escolha de Nicole Trauczynski encerra a disputa pela vaga, mas abre uma etapa mais sensível: sua atuação em uma Corte que decidirá conflitos centrais da eleição paranaense de 2026.

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