O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, nesta quinta-feira (28), a importância do pacote econômico apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em suas palavras, trata-se de “uma medida extraordinária que é de contenção do excesso de despesas”, buscando equilibrar as contas públicas sem sacrificar os que menos têm –afirmou.
Durante a cerimônia de assinatura de aditivo para as obras da Transnordestina, Lula enfatizou a necessidade de cumprir o arcabouço fiscal ao mesmo tempo em que se promove justiça social. “Não é possível que os pobres sejam aqueles que pagam Imposto de Renda”, afirmou, apontando para a urgência de aliviar a carga tributária sobre quem ganha até R$ 5 mil.
O presidente propôs um modelo mais equilibrado, onde os que ganham mais contribuem de forma justa. “Vamos cobrar um percentual daquilo que eles ganham, que é muito baixo. Cobrar 10% de quem ganha acima de R$ 50 mil, R$ 100 mil, R$ 200 mil, acima de R$ 1 milhão”, explicou. Essa medida visa corrigir distorções históricas no sistema tributário brasileiro, onde a carga muitas vezes recai mais pesadamente sobre os menos favorecidos.
Lula ressaltou que o pacote será discutido no Congresso Nacional, confiando no diálogo e na democracia para sua aprovação. “É uma coisa muito tranquila, que vai para o Congresso. No momento certo, a gente vai conseguir aprovar para que esse país continue sendo um país de muita inclusão social, de muita justiça social”, disse ele, transmitindo otimismo quanto ao futuro das reformas.
A iniciativa do governo busca não apenas ajustar as finanças, mas, segundo presidente, também promover dignidade e equidade. De acordo com o mandatário, o aliviar a pressão sobre as camadas mais pobres e ajustar a contribuição dos mais ricos, pretende-se construir um Brasil mais justo para todos.
As palavras de Lula refletem um alinhamento com Haddad.
O debate agora segue para o Congresso, onde representantes do povo terão a oportunidade de aperfeiçoar e aprovar medidas que podem redefinir a estrutura tributária brasileira. É um momento importante para o país, que exige mobilização e diálogo, haja vista o tamanho da tesoura do Palácio do Planalto.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




