O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu no Palácio do Planalto os principais líderes do futebol mundial e brasileiro e ouviu deles uma promessa direta: o Brasil fará a melhor Copa do Mundo Feminina da história em 2027. A avaliação foi apresentada em conjunto pela Fifa, pela CBF e pelo técnico da Seleção Brasileira masculina, Carlo Ancelotti.
O encontro reuniu o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o presidente da CBF, Samir Xaud, e o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA). A Copa do Mundo Feminina será disputada entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades-sede, com a participação de 32 seleções.
Infantino afirmou que o Mundial no Brasil será um evento de impacto global, tanto esportivo quanto político e social. Segundo ele, a expectativa é de três a quatro milhões de torcedores circulando pelo país e uma audiência mínima de três bilhões de pessoas ao redor do mundo.
Para o dirigente da Fifa, o futebol feminino tem papel estratégico num cenário internacional marcado por tensões. Ele destacou que grandes eventos esportivos funcionam como instrumentos de união entre países e povos, algo que classificou como essencial no contexto atual.
Além da dimensão esportiva, Infantino associou a Copa de 2027 a uma agenda social explícita. O presidente da Fifa afirmou que o torneio ajudará a dar visibilidade ao combate à violência contra as mulheres e ao feminicídio, defendendo ações educativas articuladas entre Fifa, CBF e governo brasileiro.
Samir Xaud reforçou que o Mundial será um divisor de águas para o futebol feminino no Brasil e na América do Sul. Para o dirigente, o evento consolida o país como referência global na modalidade e deixa um legado estrutural para o esporte feminino.
Xaud também sinalizou ambições futuras da CBF. Embora o tema não tenha sido tratado com Lula, ele confirmou que o Brasil pretende apresentar candidatura para sediar a Copa do Mundo de Clubes em 2029, apostando na infraestrutura já existente e na experiência acumulada com grandes eventos.
A presença de Carlo Ancelotti na agenda reforçou o peso político do encontro. O técnico da Seleção Brasileira masculina participou da reunião como parte do esforço de integração institucional entre o futebol brasileiro, a Fifa e o governo federal.
Ao receber Fifa e CBF, Lula reforça a estratégia de reposicionar o Brasil como anfitrião confiável de grandes eventos globais, agora com foco no protagonismo feminino. A Copa de 2027 não é apenas futebol, é vitrine internacional, política pública e disputa de narrativa sobre o papel do país no cenário mundial.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




