O ex-vereador de Curitiba Alexandre Leprevost (União Brasil), 41 anos, afirmou em entrevista ao Blog do Esmael que os atuais senadores do Paraná, incluindo Sergio Moro (UB), são “apáticos” e pouco combativos. Pré-candidato ao Senado em 2026, ele se coloca como opção moderada em contraposição ao ex-juiz e à jornalista Cristina Graeml, recém-filiada ao mesmo partido.
Alexandre Leprevost é irmão do deputado estadual Ney Leprevost (União Brasil), que em 2024 disputou a Prefeitura de Curitiba tendo como vice a deputada federal Rosângela Moro (UB), esposa do senador Sergio Moro. A aliança, no entanto, não resistiu à pressão da campanha: divergências internas e a ascensão de outros candidatos provocaram um curto-circuito na chapa, que acabou ficando sem fôlego para chegar ao segundo turno.
Leprevost disse que sua iniciativa de disputar o Senado é “100% própria”, sem padrinhos políticos, e justificou a pré-candidatura pela necessidade de renovação e juventude no Congresso. Para ele, nomes que hoje despontam nas eleições carregam posições “radicais, seja da extrema-direita ou da extrema-esquerda”.
Questionado sobre Moro, que deve disputar o governo do Paraná em 2026, Leprevost não poupou críticas: “Vejo que ele acaba se pautando muito em questões ideológicas, jogando para a torcida. O cargo de senador exige resultados concretos e isso não está acontecendo”, disse, sugerindo falta de produtividade em favor dos paranaenses.
Ao falar de Cristina Graeml, o ex-vereador foi direto: “Ela tem um posicionamento de extrema-direita, se mostra uma pessoa radical. Eu me considero de centro-direita, mas aberto ao diálogo com quem pensa diferente”.
No debate interno, Leprevost reconheceu que a federação União Brasil–PP vive tensões. O Progressistas lançou a ex-governadora Cida Borghetti como pré-candidata ao Palácio Iguaçu, enquanto Moro tenta se viabilizar ao mesmo cargo. Para o ex-vereador, “todos têm o direito de colocar seus nomes”, mas admitiu que os bastidores “são mais duros que o discurso público”.
Sobre propostas, defendeu o fim da reeleição, com mandatos de cinco anos em todas as esferas, e destacou projetos de saúde que implantou em Curitiba, como o “ABC Diabetes”, além de pautas ligadas ao comércio e à causa animal.
Leprevost disse ainda que, se eleito, atuará de forma independente em relação ao governo federal: “Não serei um senador de vídeos e likes. Quero produzir. Para produzir, é preciso construir, e isso exige independência”.
O pré-candidato concluiu que sua maior diferença em relação aos atuais senadores é a proximidade com a população: “É acordar cedo, dormir tarde, ouvir as pessoas. A atual bancada não faz isso”.
Assista a íntegra da entrevista:
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




