O serviço de emergência Magen David Adom (MDA) informou que um míssil balístico lançado pelo Irã atingiu a cidade de Beit Shemesh, no centro de Israel, matando ao menos 9 pessoas e deixando cerca de 20 feridos, em mais um capítulo da escalada regional após os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos.
A ocorrência em Beit Shemesh, a cerca de 30 km de Jerusalém, levou Israel a acionar equipes de busca e resgate em uma área residencial atingida diretamente, segundo relatos de serviços de emergência e imprensa local.
O número de mortos oscilou nas primeiras horas, com agências registrando balanços parciais de 6 e 8 vítimas antes de a contagem chegar a 9 em Beit Shemesh.
No pano de fundo, Teerã tenta enquadrar os disparos como “retaliação” e “autodefesa” diante da ofensiva militar iniciada no sábado (28), enquanto Israel sustenta a narrativa de neutralização de capacidades iranianas e reforça o alerta de segurança para novas ondas de ataques.
O conflito também pressiona rotas e energia. A agência britânica UKMTO relatou que um navio foi atingido por um “projétil desconhecido” perto de Mina Saqr, nos Emirados Árabes Unidos, com incêndio controlado e investigação em andamento.
No mesmo domingo (1), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que oito países da Opep+ decidiram um ajuste de produção de 206 mil barris por dia, com implementação em abril, em decisão justificada por “fundamentos saudáveis” do mercado, mas anunciada sob o ruído de guerra no Golfo.
No balanço, a morte de civis em Israel evidencia como a guerra já atravessou a barreira do “conflito controlável” e empurra governos para escolhas de força que costumam cobrar a conta em vidas, inflação e instabilidade. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




