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Irã promete humilhar tropas dos EUA se houver invasão

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que os iranianos estão prontos para “humilhar” tropas dos Estados Unidos caso Washington decida lançar uma invasão terrestre ao país, elevando o tom da retórica no sexto dia da guerra entre EUA, Israel e Teerã. A advertência ocorre em meio a bombardeios e escalada militar na região.

A declaração foi divulgada em meio à intensificação das hostilidades. Segundo autoridades iranianas, qualquer tentativa de ocupação estrangeira encontraria forte resistência popular e militar, transformando o território do país em um campo de batalha desfavorável para forças americanas.

A fala reflete o clima de mobilização dentro do Irã após a ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel no final de fevereiro, que incluiu ataques a instalações estratégicas e bases militares iranianas. O conflito abriu uma nova frente de guerra no Oriente Médio e já provocou respostas com mísseis e drones contra alvos regionais.

Nos últimos dias, o cenário se agravou. Um submarino americano afundou uma fragata iraniana em águas internacionais próximas ao Sri Lanka, matando dezenas de marinheiros e ampliando o risco de confronto direto entre as forças navais dos dois países.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém a linha dura e sustenta que a campanha militar busca neutralizar as capacidades estratégicas do regime iraniano e redesenhar o equilíbrio regional.

Analistas observam que uma invasão terrestre seria um salto qualitativo no conflito. O Irã possui grande território, forças militares numerosas e redes de aliados armados em diversos países do Oriente Médio, fatores que poderiam transformar a guerra em um confronto prolongado e de alcance regional.

A retórica de Teerã também tem forte peso político. Desde a Revolução Islâmica de 1979, líderes iranianos frequentemente respondem a ameaças externas com discursos de resistência nacional, mobilizando o sentimento anti-intervenção estrangeira no país.

Se o conflito evoluir para uma invasão, o mundo poderá assistir a um dos confrontos militares mais perigosos do século XXI, com impacto direto no petróleo, na segurança regional e na estabilidade global.

A crise revela, mais uma vez, como disputas geopolíticas entre grandes potências podem empurrar o planeta para cenários de guerra aberta.

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