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Grêmio vence o Bahia com pênalti polêmico e respira fora do Z-4

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A vitória do Grêmio sobre o Bahia, neste domingo (25), em Porto Alegre, foi menos sobre futebol e mais sobre arbitragem. O placar de 1 a 0, decidido por um pênalti duvidoso marcado e confirmado por Bruno Arleu de Araújo com o aval do VAR, expôs mais uma vez a fragilidade do apito nacional. Braithwaite converteu e, com isso, o Tricolor Gaúcho deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão.

O lance que mudou o jogo

Aos 9 minutos do segundo tempo, Braithwaite recebe na área e se joga ao menor contato com Marcos Felipe. O árbitro aponta a marca da cal e, mesmo chamado ao monitor, não volta atrás. A decisão revolta Rogério Ceni e os jogadores do Bahia. Nas cabines, a comentarista Renata Ruel dispara: “o fim da arbitragem brasileira”.

A penalidade foi cobrada pelo próprio Braithwaite, no centro do gol, sem força, mas com eficiência. O único gol do jogo.

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Bahia impõe o jogo, mas esbarra na arbitragem

O primeiro tempo foi marcado pelo domínio do Bahia. Com Everton Ribeiro distribuindo o jogo e Lucho Rodríguez se movimentando bem, o time de Rogério Ceni criou chances claras. Cauly perdeu uma bola limpa na área. David Duarte, sozinho na marca do pênalti, mandou por cima. O gol não saiu, mas a proposta era clara: posse, paciência e profundidade.

O Grêmio, por sua vez, mostrava nervosismo. Sob vaias e protestos nas arquibancadas, o time de Mano Menezes apostava em transições rápidas. Mas só chegou com perigo real no fim da primeira etapa.

O bastidor da arbitragem e o VAR sob suspeita

O VAR optou por não corrigir o erro de campo. O lance é mais um na sequência de decisões controversas no Brasileirão, reacendendo o debate sobre transparência e responsabilidade na arbitragem. Em entrevista, o técnico Rogério Ceni foi taxativo: “Assim é impossível competir”.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não se manifestou oficialmente, mas a pressão aumenta. Clubes como o Bahia têm cobrado maior rigor nas decisões e acesso aos áudios do VAR, que seguem sob sigilo. A crítica é uníssona: o VAR virou instrumento de insegurança jurídica no futebol.

Repercussão política e esportiva

O resultado tem implicações que vão além da tabela. O Grêmio, que não vencia há cinco jogos, respira fora do Z-4 e volta a sonhar com estabilidade. Já o Bahia perde posição, mas mantém-se competitivo. O principal abalo é moral: um elenco que fez por merecer, mas saiu derrotado pelo apito.

Na arquibancada norte da Arena, faixas cobravam o presidente gremista Alberto Guerra. O protesto deu lugar à comemoração, mas o racha interno segue visível. No Bahia, o clima é de indignação com serenidade: há confiança no trabalho de Ceni e na consistência do grupo.

Próximos capítulos

O Grêmio volta a campo na quinta-feira (29), contra o Sportivo Luqueño, em busca de sobrevivência na Sul-Americana. O Bahia segue em Porto Alegre, onde enfrenta o Internacional, na quarta (28), pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. Partida decisiva para a continuidade do Esquadrão na competição continental.

Crise na arbitragem do futebol

Não se trata apenas de mais um jogo. A vitória do Grêmio sobre o Bahia expõe a crise institucional que ronda a arbitragem no futebol brasileiro. Quando o VAR falha, falha o sistema. E quando a confiança desaparece, não há futebol que sobreviva.

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