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Gleisi defende democracia e rejeita anistia a golpistas no encontro do PT-PR

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), defendeu a democracia e criticou a pauta da anistia em discurso neste sábado (13), durante o Encontro Estadual do PT-Paraná, em Curitiba. O evento, realizado na sede do SINTRACON, marcou a posse da nova presidência estadual do partido e a instalação do Diretório Estadual, com 62 membros.

Gleisi parabenizou os dirigentes e ressaltou que o Brasil vive seu período mais longo de democracia, iniciado com a Constituição de 1988. “Nesses 45 anos de democracia, o PT venceu cinco eleições presidenciais, e Lula ganhou três vezes. Nós jamais chegaríamos a governar se não tivéssemos um regime democrático”, disse.

A ministra destacou a importância da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Jair Bolsonaro (PL) e sete militares por tentativa de golpe de Estado. Segundo Gleisi, é a primeira vez que militares foram julgados e condenados por um tribunal civil. “Essa decisão tem valor histórico imenso. Não podemos aceitar anistia para quem atentou contra o Estado de Direito”, frisou.

Ela lembrou que a anistia após o golpe de 1964 beneficiou mais os golpistas do que as vítimas da ditadura. Para a ministra, perdoar crimes contra a democracia seria “passar pano” e abrir espaço para novas rupturas no futuro. “Se querem discutir redução de pena, é outra coisa. Agora, crime contra o Estado de Direito não pode ser perdoado e nem anistiado”, reforçou.

Gleisi também recordou o papel da Corte na garantia da legalidade das eleições presidenciais de 2022. Ela citou a atuação contra operações da Polícia Rodoviária Federal que tentaram dificultar o voto no segundo turno. “Se não fosse o Supremo, Lula não teria subido a rampa do Planalto”, afirmou.

Por fim, a ministra alertou para articulações da oposição em defesa da anistia e pediu firmeza do Congresso Nacional. “Nós vamos ser firmes e enfrentar essa pauta no Congresso. Nossa luta é fundamental, porque estamos diante de um fato histórico que marca a defesa da democracia no Brasil”, concluiu.

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