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Exclusivo: Esquerda organiza desenho tático para eleição de 2026 no Paraná

O Blog do Esmael teve acesso exclusivo a um rascunho da esquerda, que sintetiza a correlação de forças para a eleição de 2026 no estado. O esquema, feito à mão pelo ex-presidente do PCdoB-PR, Elton Barz, divide a disputa em quatro blocos: extrema-direita, direita, centro e esquerda.

Ouça a explicação do desenho tático do líder vermelho:

Segundo Barz, na extrema-direita, a candidatura deve ser do Movimento Brasil Livre (MBL), que já lançou a chamada “Missão”. Na direita, aparecem dois polos claros: o senador Sergio Moro (União-PR) e o grupo do governador Ratinho Junior (PSD). Há, inclusive, a possibilidade de apoio cruzado entre ambos, com Ratinho apoiando Moro ou vice-versa.

No centro, a aposta está em Rafael Greca (PSD), ex-prefeito de Curitiba, que poderá tentar um salto ao governo do Paraná.

Do lado esquerdo, a federação formada por PT, PCdoB e PV aparece como núcleo estruturado, ao lado da federação Psol-Rede. Entretanto, Barz admite que pode haver convergência em torno de Greca, embora avalie que o ex-prefeito não apoiaria a esquerda. Já a federação Psol-Rede tende a seguir em voo paralelo, sem composição.

Por fim, na extrema esquerda, nomes de PSTU e PCO devem surgir, mas sem impacto eleitoral significativo.

O desenho tático revela que, apesar da fragmentação, a esquerda considera cenários amplos, incluindo alianças pragmáticas com setores do centro. No entanto, a hegemonia da direita paranaense segue como o maior obstáculo para qualquer virada em 2026.

O mapa político exposto por Elton Barz mostra o desafio estratégico da esquerda paranaense. Para sair do papel, será preciso superar divisões internas e encontrar unidade em torno de um projeto competitivo. Caso contrário, o campo progressista corre o risco de repetir derrotas e apenas assistir ao duelo entre Moro e Ratinho.

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