A luta também é contra os oligarcas do sistema financeiro e midiático, que querem capturar o Congresso e impor uma agenda contra o povo
Movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda prometem lotar as ruas neste domingo (21) em um ato nacional contra a PEC da Blindagem, contra a anistia a Jair Bolsonaro (PL) e golpistas do 8 de janeiro, além de levantar bandeiras populares como a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, o fim da jornada 6×1, a taxação dos super-ricos e o repúdio ao tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil.
A mobilização é puxada pelas frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e Grito dos Excluídos.
O eixo central é denunciar que, enquanto o Congresso prioriza blindagem para parlamentares e anistia a golpistas, propostas que afetam a vida da maioria seguem paradas.
Entre elas, o fim da escala exaustiva que atinge trabalhadores de comércio e serviços, e medidas de justiça fiscal que aliviem os mais pobres e obriguem os bilionários a pagar sua parte.
No Rio de Janeiro, a manifestação em Copacabana deve contar com artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, resgatando o caráter político da música.
Em São Paulo, o MASP será o epicentro, com a presença de Guilherme Boulos (PSOL-SP) e lideranças de movimentos populares.
Em Curitiba, o ato ocorre às 14h na Boca Maldita, com o mote “Centrão é inimigo do povo”.
Também há atos confirmados em Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador e dezenas de capitais.
Além do “não à blindagem” e do “sem anistia”, os organizadores defendem soberania nacional diante das sanções comerciais dos EUA, que penalizam setores estratégicos da economia brasileira.
O chamado “tarifaço de Trump” virou um símbolo de como interesses estrangeiros podem prejudicar o país enquanto parlamentares se ocupam em autoproteção.
Um vídeo de convocação viraliza nas redes: “Regime de urgência para o imposto zero? Não. Para acabar com a escala 6×1? Não. É urgência para anistiar golpista. Povo na rua contra anistia”.
Portanto, o teste de força deste domingo será importante para medir a capacidade da esquerda de retomar o protagonismo nas ruas diante dos oligarcas do sistema financeiro e midiático que querem capturar o Congresso e a agenda econômica do país.
Se a pressão popular crescer, será inevitável que os parlamentares enfrentem a pauta social e econômica exigida pelo povo.
Caso contrário, a blindagem e a anistia permanecerão como moeda de troca no balcão político.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




