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Datafolha esconde números, mas Faria Lima comenta vantagem de Lula

O instituto Datafolha não divulgou pesquisa eleitoral nesta semana, mas o mercado financeiro e a Faria Lima já dão como certo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu vantagem sobre seus principais adversários. Fontes ouvidas pelo Blog dão conta de que Lula teria pelo menos 10 pontos de frente contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) e, após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão, ampliou a diferença para 11 pontos sobre o ex-presidente.

A ausência da pesquisa eleitoral chama a atenção. O Datafolha, controlado pelos mesmos oligarcas que dominam o sistema financeiro e midiático, optou por divulgar apenas os índices de avaliação do governo. Segundo o levantamento publicado na quinta-feira (11), a aprovação de Lula subiu para 44% (eram 39% em junho), enquanto a desaprovação caiu para 51% (era 55%).

Os bastidores dão conta de que os números internos são ainda mais animadores para o Planalto. Lula teria consolidado a dianteira contra Tarcísio, potencial herdeiro da direita em 2026, e disparado sobre Bolsonaro, já condenado pelo STF e inelegível.

A leitura é de que a condenação do ex-presidente enfraqueceu a oposição e reduziu a pressão sobre o governo, permitindo a recuperação dos índices de aprovação.

Se confirmada, a vantagem de Lula expõe o nervosismo da elite financeira, que prefere manter em sigilo as intenções de voto. Ao mesmo tempo, mostra que a narrativa de que o governo estaria politicamente encurralado não encontra respaldo nos dados. O silêncio do Datafolha revela mais sobre o sistema do que sobre a realidade eleitoral.

A ampliação da vantagem de Lula sobre a oposição também fortalece a ofensiva do Palácio do Planalto no Congresso. Com números mais favoráveis nas pesquisas, o governo tenta conter a debandada do centrão e frear a pauta da anistia aos golpistas, articulada pela direita.

Ao mesmo tempo,o governo Lula busca capitalizar a melhora de imagem para avançar em agendas de impacto popular, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, promessa que pode redesenhar o apoio social e ampliar a margem de governabilidade.

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