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Datafolha é linha auxiliar da Faria Lima

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Oligarquia tenta descolar Tarcísio de Bolsonaro e usa Datafolha como ferramenta de especulação

A nova pesquisa do Datafolha, que aponta estabilidade na aprovação de Lula (PT) mesmo após o embate com Donald Trump, escancara um movimento coordenado da velha mídia e da elite financeira para empurrar o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) como “nome viável” da direita em 2026, sem, no entanto, mencionar quem o pariu politicamente: Jair Bolsonaro (PL).

Esse dado não está no gráfico, mas grita entre as linhas. A pesquisa divulgada neste sábado (2) virou mais um instrumento de especulação política da Folha de S.Paulo, porta-voz da Faria Lima e integrante ativa da oligarquia midiática nacional.

Data manipulável, interesse fixo

Segundo o levantamento, 40% dos brasileiros reprovam o governo Lula, enquanto 29% aprovam. Mas a manchete não está no número: está na moldura editorial. O Datafolha coleta dados estatisticamente estáveis e os apresenta como “decepção” para o Planalto, alimentando a tese de que a crise diplomática com Trump não rendeu dividendos políticos para o petista.

Nada mais conveniente para os patrocinadores do discurso lavajatista reeditado, agora em moldes eleitorais, do que sugerir a estagnação de Lula e, ao mesmo tempo, fabricar viabilidade para Tarcísio de Freitas, o novo queridinho dos bancos e fundos de investimento.

Enquanto Bolsonaro derrete no noticiário judicial, os oligarcas tentam descolar sua cria do pai, como se Tarcísio tivesse surgido por geração espontânea na política nacional.

A bolha da elite e a economia real

A pesquisa omite um fator essencial: a tentativa de golpe de 2023 ainda está viva na memória popular, assim como a sensação de que o governo Lula tem enfrentado um ambiente hostil no Congresso e no Judiciário, ambos ainda tomados por interesses do bolsonarismo e do mercado.

A mesma pesquisa revela que entre os mais pobres e os menos escolarizados, o presidente segue forte, 42% de ótimo e bom entre os sem instrução e 38% no Nordeste. Isso explica por que os bancos e os colunistas da “mídia sóbria” entram em modo pânico: o lulismo social resiste, mesmo sob ataque midiático diário.

A tentativa de lavar a ficha da direita

A insistência em dissociar Tarcísio de Bolsonaro atende a uma lógica: tornar palatável a continuidade do projeto autoritário de 2018 em versão “executivo da Sabesp”, sem os arroubos do patriarca. Para isso, contam com a indulgência editorial da Folha, que ora omite, ora suaviza, o papel de Tarcísio na campanha golpista de 2022.

Não é por acaso que o Datafolha evita destacar o fato de que mais de 50% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro será poupado da prisão. Há aí um recado: a elite financeira não quer que o STF chegue até Tarcísio.

O Datafolha não mede, molda

A pesquisa, apresentada como um termômetro da opinião pública, na verdade é um barômetro dos interesses de cima. Seus números não mudam, mas sua narrativa muda conforme a conveniência dos mesmos de sempre.

Aos leitores críticos, cabe desconfiar do que não está dito, do que foi suavizado, do que foi destacado com ênfase seletiva.

2026 está longe, mas a construção da próxima candidatura da direita já começou. E ela passa, mais uma vez, pela simulação de imparcialidade que a mídia tradicional insiste em vender. Tongo é aquele que acredita.

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