Brasil que calou os céticos: a virada de 2025 e o horizonte promissor de 2026 | Coluna do Romanelli

Quem observa os indicadores econômicos neste final de 2025 dificilmente consegue recordar, sem um esforço de memória, o clima de “tempestade perfeita” que dominava as manchetes e os relatórios financeiros em janeiro passado. O ano que agora se encerra deixará uma marca profunda na história recente do país, não apenas pelos números positivos, mas pela forma como a realidade brasileira atropelou as previsões catastrofistas que apontavam para uma inflação galopante e uma estagnação inevitável.

No início do ano, o pessimismo era alimentado não apenas por análises conservadoras, mas também por ondas de desinformação que tentaram gerar pânico. Um exemplo marcante foi a persistente fake news sobre a taxação do Pix, que circulou intensamente em janeiro, tentando minar a confiança digital do brasileiro. O tempo, no entanto, encarregou-se de mostrar que o sistema não apenas permaneceu gratuito e eficiente, como se tornou a espinha dorsal de um consumo interno que desafiou as expectativas.

Analistas desenhavam um cenário desolador, onde o crescimento do PIB minguaria diante de juros altos. No entanto, o que se viu foi uma demonstração de resiliência. O dólar, que muitos previam que dispararia sem controle, encontrou um patamar de equilíbrio e recuou à medida que a responsabilidade fiscal se provou concreta. No mercado de capitais, a Bolsa de Valores (B3) refletiu essa confiança renovada: após meses de incerteza, o índice engatou uma sequência de recordes, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro que voltou a enxergar o Brasil como um porto seguro.

Esse desempenho sólido refletiu-se diretamente no cotidiano. O desemprego manteve-se em níveis historicamente baixos e a inflação encerra o ano controlada dentro da meta. O motor dessa virada foi alimentado por uma safra agrícola recorde e por uma indústria que voltou a investir em tecnologia e produtividade.

Agora, ao olharmos para 2026, o sentimento de alívio dá lugar a uma expectativa fundamentada de prosperidade. Se 2025 foi o ano de provar que os profetas do caos estavam errados, 2026 desenha-se como o momento da consolidação. A perspectiva é de que o ciclo de crescimento continue, impulsionado por uma agenda de investimentos verdes e pela maturação das reformas estruturais. O país entra no novo ano com uma credibilidade resgatada e com o crédito mais acessível.

O Brasil que inicia 2026 é um país muito mais maduro do que aquele que temia o próprio futuro doze meses atrás. Saímos de um “clima de catástrofe” para entrar em um cenário de previsibilidade e avanço sustentável. O desafio, agora, é manter a disciplina que nos trouxe até aqui, garantindo que o crescimento seja não apenas robusto, mas inclusivo e duradouro. O otimismo que hoje sentimos não é um voo de galinha, mas o resultado de um país que aprendeu a navegar contra o vento e, finalmente, encontrou correntes favoráveis.

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