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Bolsonaro lidera no Paraná e derrota Ratinho Jr em casa, revela Paraná Pesquisas

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Ratinho Junior “perdeu a presidência” antes mesmo de anunciar que é candidato, segundo um levantamento inédito divulgado nesta quinta-feira (29).

É o que revela o recorte federal da mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas: mesmo fora do jogo até 2030, Jair Bolsonaro (PL) lidera no Paraná e supera Ratinho Jr, atual governador do estado em segundo mandato e nome especulado para a corrida presidencial de 2026.

No cenário estimulado, Bolsonaro aparece com 33,4% das intenções de voto, enquanto Ratinho marca 32,1% — um empate técnico, mas com sabor de advertência. Lula (PT) soma 17,8%, sustentando um núcleo expressivo de apoio no estado, apesar da rejeição majoritária ao governo federal no Sul.

Mas o dado central não é a persistência de Bolsonaro — cujo capital político ainda circula no vácuo da extrema direita — e sim a dificuldade de Ratinho Junior em se impor eleitoralmente no próprio reduto. Com a máquina nas mãos, dois mandatos no currículo e apoio de setores do agronegócio, esperava-se mais. O governador aparece menor do que seu entorno sugere.

PSD dividido entre cargos e ambições

Parte do impasse passa pelo próprio partido. O PSD, de Gilberto Kassab, ostenta três ministérios no governo Lula, dezenas de cargos estratégicos e uma postura ambígua. Enquanto participa do Planalto por dentro, ensaia se posicionar como “independente” para 2026 — liberando os diretórios estaduais para atuarem conforme suas conveniências locais.

Como revelou o Blog do Esmael, Kassab trabalha para ser vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) numa eventual reeleição em São Paulo. Isso reforça a tendência de que o PSD nacional não terá candidatura própria ao Planalto. Resultado: Ratinho fica sem palanque nacional garantido, isolado num partido que joga em várias frentes e que dificilmente bancará um projeto de terceira via por conta própria.

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Ratinho Júnior encolhe em outros estados

Presidente Lula faz balanço do governo. Foto: reprodução/YT
Presidente Lula faz balanço do governo. Foto: reprodução/YT

Se dentro de casa Ratinho já demonstra fragilidade, fora do Paraná ele praticamente desaparece do mapa.

No Rio de Janeiro, segundo a mesma pesquisa da Paraná Pesquisas, Bolsonaro lidera com 41,8%, Lula vem em segundo com 31,4%, e Ratinho Jr amarga apenas 3,0% — desempenho que o coloca atrás de candidaturas nanicas e o impede de ser sequer mencionado como nome viável no Sudeste.

No Mato Grosso, cenário sem Bolsonaro, Lula lidera com 24,8% e Ratinho aparece com 20,7%. Ainda que numericamente competitivo, trata-se de uma exceção que confirma a regra: fora do eixo Sul, o governador paranaense ainda é um desconhecido, sem inserção política real.

Michelle Bolsonaro não empolga e Tarcísio avança

Nos cenários testados pela Paraná Pesquisas, o governador do Paraná aparece com vantagem numérica quando confrontado com Michelle Bolsonaro — 42,1% contra 20%. Mas a vantagem é enganosa. Michelle é apenas um apêndice do bolsonarismo e ainda não demonstrou força autônoma.

Já Tarcísio de Freitas vem ganhando densidade. Nos bastidores, é considerado o nome mais competitivo para herdar o espólio eleitoral da extrema direita. Com o apoio de Kassab e a estrutura do governo paulista, o ex-ministro de Bolsonaro se movimenta com mais solidez e articulação do que Ratinho.

Ratinho travado entre pragmatismo e desconfiança

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A pesquisa explicita um incômodo para Ratinho Junior: ele não lidera nem em casa, não tem legenda alinhada com seu projeto nacional e tampouco possui discurso ou identidade próprios diante de um eleitorado cada vez mais dividido entre o bolsonarismo residual e a rejeição ao sistema.

Enquanto Bolsonaro, mesmo inelegível, ainda canaliza a radicalização da direita, Ratinho segue travado — nem rompe com o ex-presidente, nem consegue ocupar seu lugar. O resultado é um projeto presidencial sem musculatura, refém de cálculos partidários e sem narrativa mobilizadora.

O tempo corre, e 2026 se aproxima. Mas, no Paraná, Ratinho ainda está em compasso de espera — e Bolsonaro, mesmo ausente, continua ditando o compasso da direita.

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