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Internado na UTI do Hospital DF Star, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não perdeu tempo: deitado em uma cama hospitalar, ele apareceu em vídeo nesta segunda-feira (28) convocando seus apoiadores para uma nova manifestação pela anistia no próximo dia 7 de maio, em Brasília.
O gesto do ex-presidente, mesmo debilitado, reacende a mobilização bolsonarista em torno da libertação de presos do 8 de janeiro — e, claro, defende o próprio Bolsonaro das investigações que avançam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Vídeo reúne estrelas do bolsonarismo
O apelo de Bolsonaro não veio sozinho. O vídeo [assista abaixo] também é estrelado por figuras conhecidas da direita brasileira:
- Pastor Silas Malafaia;
- Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ);
- Senador Magno Malta (PL-ES);
- Deputado Marcel van Hattem (Novo-RS);
- Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG);
- Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP);
- A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, entre outros parlamentares.
Todos reforçaram o chamado para uma manifestação “pacífica” pela anistia e pela liberdade dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Marcha até o Congresso e desagravo ao STF
O roteiro foi traçado: concentração às 16h na Torre de TV de Brasília, com caminhada até o Congresso Nacional.
Segundo Silas Malafaia, além do pedido de anistia, o ato também será uma forma de “homenagem” ao ministro Luiz Fux, que recentemente fez críticas públicas à condução de condenações dos envolvidos nos atos golpistas.
O tom é de “paz”, mas a tensão política cresce a cada nova convocação. Não faltam ingredientes para esquentar o caldeirão: discurso de injustiça, narrativa de perseguição e a tentativa de desgastar o Supremo no imaginário popular.
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Trechos do vídeo convocatório
A seguir, alguns trechos do vídeo divulgado por Bolsonaro e aliados:
“Anistia, já! Pela Débora, pelo Cresão, pelas centenas de famílias destruídas […] Vamos verbalizar a nossa indignação de forma pacífica. Todos às ruas!”
“7 de maio às 16h, na Torre de TV. Caminhada até o Congresso Nacional. Manifestação pacífica em favor da anistia!”
“Leve seu celular! Vamos registrar tudo neste ato em prol da liberdade dos injustiçados.”
“Parabéns, ministro Fux, por desmascarar injustiças. Anistia já!”
O conteúdo, recheado de palavras de ordem e apelos emocionais, tenta mobilizar novamente a base bolsonarista — que vinha relativamente silenciosa após os desgastes judiciais.
Tensão política em alta
O chamado de Bolsonaro ocorre em um momento delicado. O ex-presidente enfrenta problemas de saúde sérios, mas também vê seu cerco judicial apertar: investigações sobre tentativa de golpe, suposto uso da Abin paralela, entre outros processos.
Ao mesmo tempo, a base bolsonarista tenta emplacar a narrativa de que a “anistia” é necessária para salvar a democracia — uma inversão curiosa, já que foram justamente as tentativas de ruptura democrática que levaram às condenações.
Na prática, o 7 de maio poderá funcionar como um termômetro: se houver grande adesão, Bolsonaro mostrará que ainda tem força nas ruas; se o ato for esvaziado, o bolsonarismo poderá sofrer um duro revés político.
Tudo sobre a manifestação de 7 de maio
Quando e onde será a manifestação convocada por Bolsonaro?
Será no dia 7 de maio, às 16h, na Torre de TV de Brasília, com caminhada até o Congresso Nacional.
Qual é o objetivo principal do ato?
O objetivo é pedir anistia para os condenados pelos atos do 8 de janeiro e defender a liberdade de presos considerados “injustiçados” pelos apoiadores de Bolsonaro.
Quem convocou a manifestação?
O ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda internado, liderou o chamado, com apoio de Silas Malafaia, Michelle Bolsonaro e outros líderes bolsonaristas.
O ato será pacífico?
Sim, os organizadores reforçam que a manifestação deve ser pacífica, com caminhadas e discursos em defesa da anistia.
Bolsonaro aposta no tudo ou nada
A convocação para 7 de maio é mais do que uma simples mobilização. É um ato de sobrevivência política. Bolsonaro tenta, mais uma vez, transformar seus problemas pessoais em bandeiras coletivas — e medir forças com o STF e com o governo Lula.
De um lado, há o desgaste do bolsonarismo com o eleitorado moderado. De outro, a lealdade ainda viva de uma parcela radicalizada, capaz de atender a seus apelos mesmo em meio a denúncias e condenações.
A manifestação será o retrato dessa disputa. A pergunta que fica no ar: quantos ainda marcharão por Bolsonaro em 2025?
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




