A Amazon lançou o Amazon Supply Chain Services (ASCS) para vender a outras empresas o uso da sua rede logística, numa disputa direta com UPS, FedEx e DHL. O serviço amplia a estratégia da companhia de transformar a estrutura montada para o próprio comércio eletrônico em fonte de receita para terceiros.
Segundo a empresa, o ASCS oferece frete, distribuição, atendimento e envio de encomendas para companhias de diferentes setores, incluindo Procter & Gamble, 3M, Lands\’ End e American Eagle Outfitters. A promessa é dar acesso à mesma rede que a Amazon usa para armazenar e entregar produtos em vários países.
O movimento tem peso porque a Amazon passou anos reduzindo a dependência do Serviço Postal dos Estados Unidos, da FedEx e da UPS, enquanto ampliava sua própria malha de centros de distribuição, caminhões, aviões e veículos de entrega. Em 2023, a empresa já havia lançado um serviço de cadeia de suprimentos para permitir que outras companhias enviassem produtos diretamente das fábricas.
Agora, a aposta é mais ambiciosa: oferecer a infraestrutura logística como serviço, do mesmo jeito que a Amazon Web Services virou negócio bilionário ao vender capacidade de computação para outras empresas. Se a estratégia der certo, a companhia pode ganhar espaço num mercado dominado por operadores tradicionais de transporte e encomendas.
“Com o lançamento do ASCS, estamos confiantes de que podemos dar a qualquer outra empresa acesso à mesma eficiência de custos, confiabilidade e velocidade que construímos para os clientes da Amazon”, disse Peter Larsen, vice-presidente do ASCS, em comunicado à imprensa.
O caso mostra como a Amazon tenta repetir na logística a fórmula que consagrou a AWS na internet: usar uma estrutura própria, já paga, para vender serviço a terceiros e pressionar rivais de transporte e distribuição. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.
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Informações diretas da redação do Blog do Esmael.




