Presidente da ALEP defende união para blindar o Paraná de aventureiros como ex-juiz da Lava Jato
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), deputado Alexandre Curi (PSD), lançou nesta terça-feira (29) uma proposta audaciosa: formar uma frente ampla para as eleições de 2026, com o objetivo de barrar o avanço de Sergio Moro no estado.
Superlive: a eleição no Paraná pode terminar no 1º turno?
Durante o 2º Encontro de Municípios Paranaenses (EMUPAR), diante de cerca de 3 mil prefeitos e líderes políticos, Curi evocou o exemplo da vitória do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) em Curitiba, em 2024, como modelo de resistência à “inexperiência” e à “briga política” que, segundo ele, ameaçam o desenvolvimento do Paraná.
Sem citar diretamente Moro, mas mirando o ex-juiz, Curi alertou:
“O Paraná não pode cair nas mãos da falta de experiência e parar seu crescimento.”
O discurso foi pontuado por um novo bordão: “Unidos e em paz”, numa clara tentativa de contrastar o legado de Ratinho Junior — de obras e diálogo — com a imagem de um governo conflituoso que, segundo ele, poderia surgir com Moro no comando.
Nos bastidores, prefeitos recordaram o exemplo trágico de Wilson Witzel (ex-governador do Rio de Janeiro), eleito no embalo da “lavajatismo” e cassado em meio a escândalos e isolamento político:
Moro é o nosso Witzel”, disse um prefeito da Grande Curitiba, sob reserva.
Moro é comparado a Witzel, em encontro de prefeitos do Paraná.
A estratégia: repetir Curitiba em todo o Paraná
A receita que garantiu a vitória de Eduardo Pimentel sobre Cristina Graeml (Podemos) em Curitiba está viva na cabeça de Curi.
Relembrando os bastidores, o deputado reforçou a importância de união:
“Defendemos a continuidade de uma gestão do diálogo… Um governo ágil, moderno e desenvolvimentista. O Paraná precisa debater se quer seguir crescendo ou correr o risco da falta de experiência parar o estado.”
O exemplo de Wilson Witzel é didático para os prefeitos e políticos experientes:
Falta de diálogo com a Assembleia Legislativa;
Isolamento político do governo estadual;
Quebra de alianças com o governo federal;
Crise de governabilidade, culminando no impeachment.
Numa conjuntura em que o Paraná é um dos estados mais promissores do país, graças a um ciclo contínuo de investimentos públicos, a ideia de jogar tudo isso no ralo por falta de traquejo político assombra os bastidores do poder.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (PSD), durante o 2º EMUPAR.
Qual foi o exemplo citado por Curi para defender a união?
A vitória de Eduardo Pimentel (PSD) contra Cristina Graeml (PMB) em Curitiba no segundo turno de 2024.
Por que Curi critica Sergio Moro?
Curi associa Moro à falta de experiência, ao isolamento político e à desunião, o que poderia frear o crescimento do Paraná.
O que prefeitos dizem nos bastidores?
Prefeitos compararam Moro a Wilson Witzel, ex-governador do Rio cassado por crises políticas e escândalos.
O Paraná em jogo, segundo Curi
Alexandre Curi sabe onde pisa. Ao propor uma frente ampla já em 2026, ele antecipa a batalha que vai definir o futuro do Paraná: crescimento com diálogo, ou retrocesso por aventura.
A aposta é clara: desarmar a bomba-relógio do extremismo político antes que ela exploda.
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