Acordo Mercosul-UE avança com assinatura em janeiro

O acordo entre Mercosul e União Europeia avança após aprovação por maioria qualificada dos estados membros da UE em 9 de janeiro de 2026, abrindo caminho para assinatura formal e criação da maior zona de livre comércio do mundo, com remoção de tarifas em 4 bilhões de euros para exportações europeias.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP), coordenador das negociações, celebra o marco após 25 anos de tratativas e mira vigência ainda em 2026, com impactos positivos para o Brasil em exportações de commodities e acesso a tecnologias.

A aprovação veio apesar de oposições de França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, com voto favorável de 21 dos 27 membros da UE. Líderes como o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez apoiaram o pacto, destacando benefícios mútuos em sustentabilidade e comércio.

O empresariado brasileiro comemora: a Fiesp estima ganhos anuais de US$ 10 bilhões em exportações, impulsionando setores como agropecuária e mineração. No entanto, desafios ambientais persistem, com críticas de ONGs como Greenpeace sobre cláusulas fracas para proteção à Amazônia.

Projeções econômicas para 2026 reforçam otimismo: o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços prevê superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, após recordes em 2025. Exportações cresceram 3,5% no ano anterior, com foco em diversificação.

Em paralelo, o governo Lula mira novos tratados: expansão de tarifas preferenciais com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos, além de México. Alckmin expressou otimismo sobre o acordo com UAE e ampliação com a UE, visando fortalecer laços com mercados emergentes.

Do lado canadense, consultas públicas para FTA [Acordo de Livre Comércio] com Mercosur foram lançadas em dezembro de 2025, com foco em bens, serviços e investimentos sustentáveis. Para Índia, negociações aceleram laços com América Latina, priorizando supply chains [cadeias de suprimentos] e agricultura.

Desafios incluem emissões de dívida em dólar: emissores brasileiros preparam onda de US$ 10 bilhões em “bonds internacionais” [títulos de dívidas] no início de 2026, aproveitando juros globais favoráveis, mas com riscos de volatilidade cambial.

Bastidores revelam que o acordo Mercosul-UE inclui side letters [protocolos adicionais] ambientais, exigindo monitoramento de desmatamento. Para o Brasil, isso representa inserção soberana, contrastando com isolamento da era Bolsonaro.

Impactos sociais: crescimento pode gerar empregos, mas exige reconversão industrial para setores vulneráveis como têxtil. Ano eleitoral torna 2026 decisivo para consolidar essa agenda progressista.

Fique atento: assinatura prevista para os próximos dias, com ratificação pendente nos parlamentos.

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