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Bala de prata de Sergio Moro mira vitória no 1º turno e teme frente ampla em 2026

Aliados veem a “bala de prata” de Moro como única chance de chegar ao Palácio Iguaçu em 2026

Correlegionários do senador Sergio Moro (União-PR) avaliam que o ex-juiz da Lava Jato enfrenta o momento mais delicado de sua carreira política.

A possível condenação por calúnia no Supremo Tribunal Federal (STF), por ter dito em 2022 que o ministro Gilmar Mendes “vendia habeas corpus”, é tratada internamente como uma “piada de salão”, segundo o próprio parlamentar, mas acendeu alertas na sua base.

Nos bastidores do União Brasil e do entorno do Palácio Iguaçu, aliados reconhecem que uma eventual sentença irrecorrível no STF poderia emparedar Moro no Senado.

Ainda assim, assessores próximos afirmam que não há espaço para uma cassação, pois o regimento da Casa, em seu artigo 32, exige que o processo seja instaurado apenas por iniciativa da Mesa Diretora ou de partido com representação no Congresso.

Esses interlocutores apostam que o senador continuará com mandato intacto até o fim da legislatura e, paralelamente, tentará transformar o desgaste judicial em ativo político, como já fez ao longo da Lava Jato.

Ou seja, apoiadores afirmam que eventual condenação no STF não tem efeito automático para perda de mandato eletivo.

Eles esperam que Moro volte a aparecer nas próximas pesquisas de intenção de voto, principalmente nas sondagens regionais no Paraná, onde ainda mantém recall elevado.

O núcleo político do ex-juiz, porém, é unânime ao admitir que ele precisará de uma bala de prata para ter alguma chance em 2026.

O termo, usado por aliados, traduz a percepção de que Moro tem apenas um único tiro: vencer no primeiro turno.

A razão é clara, como se observa a seguir.

Todos os analistas ouvidos pelo Blog do Esmael concordam que, num segundo turno, Moro perderia para qualquer adversário, independentemente do partido, de direita, centro ou esquerda.

Isso porque se formaria uma frente ampla contra o ex-juiz, a exemplo do que ocorreu em Curitiba, em 2024, quando todos os grupos políticos se uniram contra Cristina Graeml, sua aliada, derrotada após avançar ao segundo turno.

O mesmo fenômeno se repetiu em São Paulo, onde Pablo Marçal foi isolado por partidos de direita, centro e esquerda, que se articularam para barrar sua vitória no segundo turno.

É essa dinâmica que preocupa o entorno de Moro.

Seus estrategistas avaliam que o senador desperta rejeição transversal, de bolsonaristas a lulistas, passando por setores empresariais e até tucanos históricos, e que apenas uma arrancada fulminante nas primeiras semanas de campanha poderia surpreender e quebrar o bloqueio político.

Para viabilizar essa hipótese, o caminho passa necessariamente por Ratinho Júnior (PSD).

O governador cessante ainda é visto como o fiador do jogo sucessório no Paraná.

Os cálculos internos apontam que, se Ratinho endossar a candidatura de Moro, indicando o secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), como vice, o ex-juiz ganharia compromisso político e tração para brigar pela vitória no primeiro turno.

Nesse arranjo, os deputados Alexandre Curi (PSD) e Filipe Barros (PL) disputariam as duas vagas ao Senado, cumprindo o acordo firmado entre Ratinho e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em abril passado.

A operação, porém, rifaria Cristina Graeml, recém-filiada ao União Brasil, que sonhava com uma candidatura própria ao Senado.

Enquanto isso, Ratinho Júnior teria se resignado com a ascensão do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato da Faria Lima à Presidência da República em 2026.

Fontes ligadas ao Palácio Iguaçu afirmam que o paranaense já bateu continência para Tarcísio e aguarda, a partir de dezembro, o convite para coordenar a campanha do aliado na região Sul.

O acerto incluiria, segundo integrantes da entourage do mandatário, a promessa de que Ratinho seria indicado à diretoria-geral da Itaipu Binacional caso Tarcísio vença o presidente Lula (PT), que segue liderando todos os cenários de reeleição nas pesquisas mais recentes.

A aliados, Ratinho Júnior jura que não pretende disputar cargo eletivo em 2026 e promete concluir o mandato até o fim.

Contudo, levantamentos de institutos locais e nacionais mostram que, caso mude de ideia, lideraria com folga todos os cenários para o Senado Federal.

Confrontados com a narrativa difundida por correligionários de Sergio Moro, apoiadores dos pré-candidatos palacianos Alexandre Curi, Darci Piana, Guto Silva e Rafael Greca classificaram como “delírio” o projeto eleitoral do ex-juiz.

Eles foram unânimes em afirmar que o governador Ratinho Júnior apostará em uma candidatura própria do grupo, evitando qualquer risco de fragmentação interna.

Para esses interlocutores do Palácio Iguaçu, o alvo a ser batido em 2026 é justamente Moro, que, segundo avaliam, tenta desviar o foco de problemas judiciais que podem levá-lo à condenação definitiva.

Um dos aliados de Ratinho ironizou: “É mais fácil galinha criar dentes do que essa bala de prata do Moro funcionar.”

Além disso, aliados próximos de Ratinho Júnior avaliam que o destino pode pregar uma peça em Moro.

Caso o Supremo Tribunal Federal confirme sua condenação por calúnia, o ex-juiz ficaria inelegível, abrindo caminho para que Cristina Graeml, justamente quem ele podem tirar do jogo, acabe herdando a candidatura do Centrão ao governo do Paraná em 2026, avaliam os adversários de Moro.

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