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Julgamento relâmpago no STF ameaça projeto político de Bolsonaro

bolsonaro-pode-virar-reu-no-stf-na-terca-feira-acompanhe-ao-vivo-pelo-blog-do-esmael-a-partir-das-9h”>Bolsonaro pode virar réu no STF na terça-feira; acompanhe ao vivo pelo Blog do Esmael a partir das 9h

Bolsonaro réu no STF? A pergunta que há meses paira no ar pode ter resposta já na próxima terça-feira, 25 de março, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidirá se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. E o Blog do Esmael transmite tudo ao vivo, a partir das 9h.

Se acolhida, a denúncia fará de Jair Bolsonaro o primeiro ex-presidente da República a se tornar réu por tentar derrubar a democracia com um golpe militar. A bomba está armada — e o pavio já aceso.

A denúncia foi apresentada pela PGR em 18 de fevereiro de 2025, com base em robusto relatório da Polícia Federal que aponta Bolsonaro como líder do “núcleo 1” da tentativa de golpe de 2022. A estratégia seria invalidar a vitória de Lula nas urnas e impedir sua posse, com apoio de generais e políticos fiéis ao ex-capitão.

No total, 34 pessoas foram denunciadas, incluindo Braga Netto, que está preso há mais de 100 dias. Moraes dividiu a investigação por núcleos, o que tem dado celeridade ao processo — 14 vezes mais rápido que o mensalão, segundo a Folha.

A defesa de Bolsonaro chiou. O advogado Celso Vilardi chamou o prazo para resposta de “exíguo” e denunciou a suposta “complexidade hercúlea” dos autos. Já o defensor de Braga Netto, José Luis Oliveira Lima, afirmou que a liberação tardia dos documentos dificultou o contraditório.

Ministro Moraes homologa delação e concede liberdade a Mauro Cid
Relatório do ministro Moraes contra Bolsonaro é baseado na delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid

Enquanto isso, Alexandre de Moraes, implacável, segue no comando do processo. Atacado por bolsonaristas, o ministro aposta tudo na responsabilização da cúpula golpista, contando com o apoio de nomes de peso como Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux na Primeira Turma.

O ritmo é alucinante. No mensalão, a denúncia levou mais de 500 dias para ser analisada. No caso de Fernando Collor, foram dois anos. Já contra Bolsonaro, foram apenas 35 dias entre a denúncia e o início do julgamento. Para aliados, é perseguição. Para o STF, é prioridade nacional.

Se a Primeira Turma aceitar a denúncia, o processo avança para a fase de instrução penal: interrogatórios, coleta de provas, depoimentos. A depender da velocidade, o julgamento final pode ocorrer antes das eleições de 2026 — e, com isso, sepultar de vez o projeto de retorno de Bolsonaro ao Planalto.

Apesar de já estar inelegível até 2030, o ex-presidente pode ainda enfrentar uma pena criminal. Nos bastidores, aliados temem a prisão entre setembro e novembro deste ano. E correm para costurar acordos ou manobras jurídicas — inclusive nas Cortes Internacionais.

O STF dá o tom da história com um julgamento que pode reescrever os rumos da democracia brasileira. Jair Bolsonaro pode virar réu por planejar um golpe contra o país que um dia governou.

Com rapidez inédita, o Supremo mostra que, no Brasil, o crime pode até tardar, mas a Justiça, às vezes, acelera como nunca.

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Fique ligado: o julgamento histórico começa na terça, 25 de março, às 9h30.

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