Na posse, teve revogação de gêneros, viagem a Marte, retomada do Canal de Panamá e mudança do nome Golfe do México para Golfo da América
Donald Trump tomou posse nesta segunda-feira (20) como o 47º presidente dos Estados Unidos, em uma cerimônia transferida para dentro da Rotunda do Capitólio devido ao frio extremo. O evento marca um retorno histórico ao poder, quatro anos após ele deixar a Casa Branca. A solenidade atraiu bilionários da tecnologia, ex-presidentes e líderes mundiais, alguns entusiasmados e outros apreensivos.
Trump e o vice-presidente JD Vance assumiram os cargos em meio a debates acalorados sobre rumos da democracia americana. Líderes de outras nações, incluindo dignitários europeus e asiáticos, também compareceram, reforçando o interesse internacional nesta transição de poder.
Logo após o juramento, Trump anunciou um pacote de ordens executivas, prometendo ações de “choque e pavor” para mudar a política migratória, energética e comercial.
Entre as medidas iniciais, ele declarou emergência nacional na fronteira sul, sinalizou tarifas para parceiros comerciais e defendeu alterar o nome do Golfo do México para “Golfo da América”.
Além disso, afirmou intenção de retomar o Canal do Panamá e até mesmo viabilizar viagem tripulada a Marte.
A posse ocorreu em Washington, principalmente nos salões internos do Capitólio. O tradicional desfile inaugural ao ar livre foi cancelado, mas convidados e apoiadores se reuniram em um espaço próximo, a Capital One Arena, para assistir ao juramento.
O juramento oficial aconteceu ao meio-dia (horário local), seguido de um discurso inaugural de 29 minutos, no qual Trump defendeu uma “nova era de ouro” para o país. No mesmo dia, determinou mudanças no setor de imigração e revogou políticas de inclusão de gênero, gerando polêmica imediata nos meios políticos e sociais.
O presidente argumenta que o resultado das urnas – mesmo após disputas judiciais e processos de impeachment no passado – legitima suas medidas. Ele alega agir em defesa do emprego e da segurança nacional. Críticos, porém, veem riscos de polarização e atentados contra direitos civis.
A transição, apesar de formalmente respeitada pelo ex-presidente Joe Biden, foi marcada por incertezas. Biden emitiu uma série de perdões na saída, temendo represálias. Já Trump avança em decisões unilaterais que podem redefinir relações internacionais, a começar por imigração e comércio.
Enquanto a Casa Branca se reorganiza sob o novo governo, especialistas analisam possíveis impactos nos acordos globais e na diplomacia americana. Para a comunidade internacional e para os próprios cidadãos dos EUA, resta a expectativa de como as ações de Trump refletirão esta fase inédita da história política do país.
Jesus, me abana!
Leia também no Blog do Esmael: Trump tem força para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro?; Audiência traço na posse de Donald Trump revela desinteresse dos brasileiros

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




