Professores: ‘Ratinho Junior quer escolas abertas e coloca vidas em risco’

  • APP-Sindicato denuncia que governo coloca em risco vida de educadores no pior momento da pandemia no Paraná
  • Sindicato reforça que categoria não retomará atividades presenciais enquanto não houver segurança nas escolas

A APP-Sindicato, entidade representativa dos 120 mil educadores, denunciou nesta sexta-feira (5/3) que o governador do estado, Ratinho Junior (PSD), anunciou o retorno das atividades presenciais na educação mesmo diante do pior quadro da pandemia no Paraná.

De acordo com os educadores, o governo do estado autorizou o retorno das aulas no modelo híbrido a partir do dia 10 em escolas particulares e dia 16 nas escolas públicas do Paraná “sem um plano efetivo de vacinação no Estado, ou uma política concreta de isolamento social.”

Para a APP, a proposta do governador é irresponsável porque demonstra que sua maior preocupação é agradar os grandes empresários do comércio e da educação particular em detrimento da garantia da saúde e da vida dos paranaenses, os quais sofrem com a falta de leitos.

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Segundo a informação apresentada em coletiva de imprensa, o governador instituiu o retorno das atividades presenciais em modelo híbrido em escolas particulares e públicas com 30% da ocupação de 30% da capacidade.

De acordo com o boletim da Secretaria de Saúde do Paraná, (Sesa), cerca de 96% das Unidades de Terapia Intensivas (UTI) estão ocupadas, colocando o Paraná cada vez mais próximo de um colapso.

“Um ano após o início da pandemia, em que nosso país enfrentava uma severa pandemia, a postura negacionista do governador do estado, aliado ao governo federal, comprovam com números a ingerência dos governos frente a garantia da vida da população. Mesmo com a perda de mais de 12 mil pessoas só no Paraná, Ratinho Junior insiste em colocar milhares de profissionais e estudantes em circulação a partir de quarta-feira”, denuncia o presidente da APP-Sindicato, Professor Hermes Leão.

A APP-Sindicato destaca que neste momento é necessário que a categoria e a população se mobilizem para rechaçar a política genocida de Ratinho Junior e Jair Bolsonaro e lutem por um plano de vacinação nacional. O Sindicato enfatiza ainda que está em greve contra as atividades presenciais e continuará denunciando a necropolítica do governador do Paraná.