Agências de “fact-checking” silenciam sobre fake news do Globo

As agências de suposta checagem de fatos silenciaram vergonhosamente sobre a notícia falsa do jornal O Globo, edição desta segunda-feira (28).

Nenhuma dessas “fact-checking” picaretas se pronunciou sobre a fake news do Globo.

Para o leitor entender, cada jornalão possuiu sua própria agência de checagem de fatos.

Funciona assim: o jornal espalha fake news e ele faz “fact-checking” na mesma página.

É mole?

O Globo registrou em suas páginas online na tarde de ontem que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) teria sido, junto com o ex-assessor Fabrício Queiroz, denunciado pelo Ministério Público do Rio no caso das “rachadinhas” na Alerj.

Depois de muita briga com os fatos, o Globo se transformou numa entidade tipo Mãe Dináh quando anotou que o filho do presidente “será” denunciado pelo MP-RJ.

O recuo ocorreu porque o MP desmentiu publicamente a fake news do Globo.

As agências de verificação “fact-checking” fizeram um silêncio ensurdecedor sobre a notícia falsa.

Note o caríssimo leitor, independente de quem seja a vítima da notícia falsa, a militância do jornal poderia restringir a liberdade de uma pessoa que sequer foi julgada ainda.

O modus operandi do jornalão foi o mesmo empregado contra o ex-presidente Lula, num passado recente, e é usado agora contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), em tempos de disputa eleitoral.

Imagine se essas fake news fossem contra você, um amigo, um parente…

Mas as picaretas das “fact-cheking” nada falam. Talvez lhe faltem coragem.

Por falar em coragem, sobrou valentia para a ombudsman da Folha de S. Paulo, Flavia Lima, ao escrever domingo (27) que o jornal amarelou para o presidente Jair Bolsonaro. Acho que faltou ela falar o por que da “amarelada” do veículo.

Entretanto, o jornalista Xico Sá, ex-Folha, dá seu depoimento e mais ou menos complementa a história no Twitter. Segundo ele, nunca há vacilo de pensamento no jornal, sempre é por dinheiro mesmo.

Abro aspas para o ex-repórter da Folha: “como tive mais de 30 anos de redação, nunca acredito q um jornal ou grande grupo de comunicação amarele por simples vacilo de pensamento, sempre é por dinheiro. São novos interesses. Imprensa no brasil sempre foi mais grana q independência.”

A Folha virou um banco cuja materialização de sua atividade financeira se dá pelas maquininhas — as “Amarelinhas”– de pagamentos eletrônicos.

A Globo, idem, também tem sua maquininha, a Ton.

Essas empresas de comunicação não fazem mais jornalismo há muito tempo. Também nunca checagem honestamente os fatos. Elas tentam tolher a opinião alheia e impor a ditadura da opinião única, nos moldes neoliberais, para favorecer a si próprias. É isso. O resto é fake news.

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Veja como as agências de “fact-cheking” se veem e se vendem nas redes sociais:

Estadão Verifica

O Estadão Verifica é o núcleo de checagem de fatos do jornal O Estado de S. Paulo. A equipe de fact-checking do ‘Estadão’ analisa fake news que viralizam nas redes sociais e no WhatsApp.

UOL Confere

Uma iniciativa do UOL para checagem e esclarecimento de fatos.

Agência Lupa

A Agência Lupa é primeira do setor de checagem de fatos do Brasil a ser criada no Brasil. Ela está ligada ao site Folha de S. Paulo e seus trabalhos estão diretamente ligados a fatos compartilhados em período de eleição.

Fato ou Fake

Criado pelo grupo Globo, Fato ou Fake faz a apuração de notícias falsas com uma equipe composta por jornalistas que trabalham em veículos como Época, Extra, G1, CBN, Época, Extra, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico. Este site é responsável por verificar notícias muito compartilhadas de assuntos gerais.

Agência Pública – Truco

Fundada em 2011 por mulheres jornalistas, a Agência Pública é uma instituição sem fins lucrativos que avalia notícias com temas que envolvem administração pública e defesa dos direitos humanos. Ela é responsável por avaliar diversas falas de políticos, classificando-as em diversas categorias como verdadeiro, sem contexto, discutível, exagerado, subestimado, impossível provar ou falso.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA AGÊNCIA PÚBLICA

“Sou Marina Dias, da Agência Pública.

A Pública é uma agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos que há 10 anos produz reportagens sobre temas de interesse público. Temos como princípio a defesa intransigente dos direitos humanos.

No post “Agências de “fact-checking” silenciam sobre fake news do Globo”, publicado ontem, a Pública é colocada como agência de fact-checking, o que está incorreto. Tivemos sim um projeto de fact checking pioneiro no Brasil, o Truco, mas ele foi encerrado em 2018.

Peço para que a menção à Agência Pública como agência de fact-checking seja retirada.

Atenciosamente,
Marina Dias
Coordenadora de Comunicação, Agência Pública de Jornalismo Investigativo”

Aos Fatos

Aos Fatos é um site jornalístico independente de verificação de fatos. Foi criado em julho de 2015 com o foco de verificar o que é falso e o que é real em discursos políticos.

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