Bolsonaro põe Centrão na liderança do governo na Câmara

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou às origens, o Centrão, ao nomear o deputado Ricardo Barros (PP-PR) para a liderança do governo na Câmara. Embora a decisão tenha ocorrido nesta quarta-feira (12), o ato ainda será oficializado pelo Palácio do Planalto. A publicação no Diário Oficial da União será na próxima terça-feira, dia 18 de agosto.

Ex-ministro da Saúde no governo Michel Temer (MDB), Barros é um dos expoentes do Centrão e vai entrar no lugar do deputado Vitor Hugo (PSL-GO). Ou seja, os bolsonaristas raízes estão sendo substituídos pelos “profissionais” e as integrantes da “velha política” que Bolsonaro jurava combater.

Ricardo Barros, pelo Twitter, agradeceu ao convite de Bolsonaro e, com isso, antecipou a demissão de Hugo.

“Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro pela confiança do convite para assumir a liderança do governo na Câmara dos Deputados com a responsabilidade de continuar o bom trabalho do Líder Vitor Hugo, de quem certamente terei colaboração. Deus me ilumine nesta missão”, tuitou Barros.

O atual líder Vitor Hugo não passou recibo. Também pelo Twitter, o ainda líder do governo escreveu: “Muitos desafios superados e grande amadurecimento. Desejo toda sorte ao novo líder Ricardo Barros, que contará com meu total apoio.”

Quando era deputado, Jair Bolsonaro era o Centrão. O grupo fisiologista nunca saiu do presidente da República e o presidente da República nunca saiu do Centrão. Eles são a mesma coisa, a exemplo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (MDB-PR), que, informalmente, lidera o Centrão.

Embora o governo possa indicar até 15 vices-líderes na Câmara, pelo seu perfil, Ricardo Barros deverá engolir os demais “franguinhos” bolsonaristas.

Nos últimos dias, o presidente Bolsonaro inciou a higienização dos cargos de vice-líder na Câmara. Ele já removeu da função os deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Bia Kicis (PSL-DF), Carlos Henrique Amorim (DEM-TO) e José Alves Rocha (PL-BA).

Bolsonaro tende a abrir mais espaços para o Centrão, pois, a médio prazo, ele teme manifestações populares pelo impeachment.

O Centrão, no entanto, não é sinônimo de conforto. Pelo contrário. Que o diga a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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Mata-mata: CBF autoriza Atlético-GO a escalar atletas com teste covid-19 positivo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acatou o recurso do Atlético-GO e liberou o clube para escalar quatro jogadores que testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19), em exames realizados no último domingo (9). Isso significa que os atletas podem jogar nesta quarta-feira (12), às 20h30 (horário de Brasília), contra o Flamengo, em Goiânia (GO), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A Rádio Nacional transmite a partida ao vivo, a partir das 20h.

O Dragão ainda emitirá nota oficial sobre o caso. À Agência Brasil, a assessoria de comunicação atleticana confirmou a resposta positiva da CBF e informou que os jogadores já vinham sendo acompanhados, tendo cumprido o protocolo de quarentena, e não têm mais potencial de transmissão da covid-19. O clube não disse quais atletas haviam testado positivo.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, revelou a contaminação dos atletas em entrevista à emissora FOX Sports, na noite da última terça-feira (11). A novidade surpreendeu Vagner Mancini, técnico do próprio Atlético-GO. Na coletiva que concedeu no mesmo dia, pela manhã, ele disse que ainda aguardava o resultados dos exames do elenco.

A partida desta noite marca a estreia do Atlético-GO no Brasileiro. A equipe goiana enfrentaria o Corinthians no domingo (9), mas o jogo foi adiado porque o Timão estava envolvido com a decisão do Campeonato Paulista. Com a liberação dos atletas que positivaram para a covid-19, o único desfalque é o meia Renato Kayser, com uma lesão muscular na coxa esquerda. O Dragão não disputa um compromisso oficial desde 14 de março, quando bateu o Grêmio Anápolis por 2 a 1, pelo Campeonato Goiano.

O Flamengo, por sua vez, tem força máxima para ir à campo pela segunda vez na competição. A novidade em relação à derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, no domingo, é o meia Diego, que perdeu a partida anterior devido a uma virose. Confira AQUI a classificação do campeonato.

Além de Atlético-GO e Flamengo, mais seis jogos movimentam a primeira quarta-feira de futebol da Série A do Brasileirão. Após a partida em Goiânia, a Rádio Nacional transmite, ao vivo, a partir das 22h30 (horário de Brasília), os detalhes de Fluminense e Palmeiras. A bola começa a rolar no Maracanã às 21h30.

Confira, abaixo, os duelos desta quarta (12), sempre no horário de Brasília.

19h15 – Red Bull Bragantino x Botafogo

19h15 – Atlético-MG x Corinthians

19h15 – Athletico-PR x Goiás

20h30 – Bahia x Coritiba

20h30 – Atlético-GO x Flamengo

21h30 – Fluminense x Palmeiras

21h30 – Ceará x Grêmio

Deputada autora de projeto que autoriza a ozonioterapia é internada com Covid-19

O Brasil é o país da piada pronta. A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) testou positivo para Covid-19 e foi internada na manhã desta terça-feira (11) em um hospital particular na Asa Sul, em Brasília.

A parlamentar é autora de um projeto de lei que autoriza o uso da ozonioterapia no combate ao novo coronavírus. O procedimento consiste na aplicação de oxigênio e ozônio pelo ânus do paciente. Não há evidências científicas de que o tratamento funcione contra a doença.

O principal propagandista da aplicação de ozônio pelo ânus é o prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni (MDB), que publicou um vídeo sobre o tratamento.

Paula Belmonte enviou uma mensagem a colegas dizendo que teve 30% dos pulmões comprometidos pela doença.

“O médico avaliou pela internação. Tenho aneurisma cerebral, uma preocupação. Estou tossindo, me sentindo cansada, mas tranquila. Confesso, quando recebi a notícia da internação, me deu frio na barriga”, escreveu.

A deputada brasiliense é da linha de frente do bolsonarismo. Seu marido, o empresário Luís Felipe Belmonte, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, é um entusiasta da criação do novo partido de extrema direita Aliança pelo Brasil.

Quanto ao projeto de lei que autoriza o uso da ozonioterapia no combate ao novo coronavírus, Paula Belmonte diz:

“Salienta-se que é pacífico que ainda não há qualquer evidência científica relacionada à efetividade da ozonioterapia na prevenção ou tratamento para o Coronavírus, entretanto, possibilitar que a comunidade médica utilize o tratamento quando julgar necessário pode se tornar benéfico, afinal, ‘essa terapia vem sendo cada vez mais estudada com intuito de auxiliar em tratamentos de feridas extensas, infecções fúngicas, bacterianas e virais, lesões isquêmicas e várias outras afecções, tendo se mostrado muito eficaz na maioria dos casos’”, diz o texto do projeto.