Datafolha: 60% dos brasileiros apoiam o ‘lockdown’ na pandemia de coronavírus

O confinamento radical –o lockdown– para conter o avanço da pandemia de coronavírus é apoiada por 60% dos brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (27). São contrários à medida 36%, dois porcento não responderam e 1% se dizem nem aí.

O instituto esclarece que apesar ampla maioria favorável ao isolamento social e à adoção ao lockdown, está crescendo o número de pessoas que querem o levantamento das restrições.

Para 65%, é mais importante que as pessoas fiquem em casa do que retomar a economia com a volta às ruas e reabertura do comércio não essencial.

O número é estável em relação aos dois últimos levantamentos, mas inferior aos 76% registrados na aferição de 1º a 3 de abril.

O Datafolha entrevistou 2.069 adultos por telefone na segunda-feira (25) e terça (26). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

LEIA TAMBÉM
Brasil ultrapassou os EUA e lidera mortes diárias por Coronavírus no mundo

Mais de 40 milhões de profissionais da saúde de 90 países assinam apelo ao G20

Brasil chega a 24.512 mortes com 391 mil casos de Coronavírus em 26/05

Véio da Havan, Roberto Jefferson, Alan dos Santos e Douglas Garcia são alvos da PF nesta quarta

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta quarta-feira (27) cumprindo diversos mandados de busca e apreensão a mando do Supremo Tribunal Federal (STF) na apuração de ofensa, ameaças e notícias falsas contra a Corte.

O deputado Douglas Garcia (PSL-SP) e o blogueiro Allan dos Santos, ambos bolsonaristas de primeira hora, estão entre os alvos da operação. Também são alvos de mandatos o ex-deputado Roberto Jefferson e o empresário Luciano Hang, o ‘Véio da Havan’.

A PF cumpre 29 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

Segundo informações preliminares, a operação visa desmontar a rede que financia o ‘gabinete do ódio’ e o exército de ‘robôs bolsonaristas’.

As investigações tramitam em sigilo e apuram informações levantadas pela equipe designada pelo relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, sobre suspeitos de fomentar ataques virtuais e ameaças físicas aos ministros do STF.

O inquérito criminal para apurar “notícias fraudulentas”, ofensas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares” foi aberto em março pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.

A operação coincide com novas ameaças dos bolsonaristas contra o Supremo Tribunal Federal na defesa do ministro da falta de Educação, Abraham Weintraub.

Com informações do G1.