Por Eugênio Aragão

Há 3 anos, Beto Richa reenviava o confisco da previdência para a Assembleia

Publicado em 06/04/2018


O começo do segundo mandato de Beto Richa (PSDB) em 2015 foi desastroso para o governador. Embalado pela reeleição, Richa tentava aprovar na Assembleia Legislativa do Paraná um pacote de maldades com aumentos de impostos e taxas, além do confisco de R$ 8 bilhões do fundo de previdência dos servidores.

Como resultado, os servidores se mobilizaram e fizeram uma greve que teve cerca de um mês de duração, iniciando em 9 de fevereiro. Aderiram maciçamente à greve os professores e servidores da educação básica, as universidades e o Detran, entre outras categorias. O governo recuou momentaneamente em março, retirando os projetos da Alep.

Mas no dia 06 de abril de 2015 o projeto de confisco da previdência era reenviado em forma de mensagem do poder executivo para a Assembleia. O famigerado projeto começaria a tramitar no dia seguinte e seria o cavalo de batalha que pautaria todo o mês de abril. Novas greves viriam para tentar barrar o assalto ao dinheiro dos servidores.

O resultado todos lembram. No dia 29, os servidores em manifestação contra o confisco foram covardemente atacados pela Polícia Militar com bombas, tiros de borracha e gás lacrimogênio. Mais de duzentos ficaram feridos. Tudo para garantir que o projeto fosse votado dentro da Alep.

O Blog do Esmael está relembrando os fatos daquele fatídico mês que ficará para sempre marcado na história do Paraná. Hoje, a memória coincide com a renúncia de Beto Richa para a disputa de uma vaga no senado. Amanhã, sábado 07, os servidores fazem um ato para comemorar o fim desse governo que tanto fez contra a educação pública estadual.