Por Eugênio Aragão

Há 3 anos, confisco da previdência dos servidores começava a tramitar na ALEP

Publicado em 07/04/2018

No dia sete de abril de 2015, uma terça-feira, o novo projeto de Beto Richa (PSDB) para confiscar o fundo de previdência dos servidores começava a tramitar na Assembléia Legislativa do Paraná. Seria a mais dura disputa do governo e a mais forte resistência dos servidores. Uma guerra que só foi vencida pelo tucano com o uso da força policial, resultando no massacre de 29 de abril de 2015.

A tentativa do governo no início do ano de extinguir o fundo foi um dos principais motivos da greve de fevereiro e março. Devido à pressão dos servidores, o governo retirou seu projeto da ALEP e assumiu o compromisso de estabelecer um diálogo com os servidores antes de qualquer nova tentativa de mudança no Fundo. Mas não houve diálogo.

O novo projeto que alterava as regras de custeio do Fundo Previdenciário dos servidores públicos do Paraná, de iniciativa do governo do estado, foi lido na sessão do dia 07 de abril na ALEP.

Os servidores perceberam que Beto Richa tinha um único objetivo, a utilização dos recursos da previdência, colocando em risco o futuro do pagamento das aposentadorias. A estratégia continuava a mesma: saquear a poupança dos servidores.

Vamos acompanhando diariamente aqui pelo Blog do Esmael cada capítulo dessa novela que terminou de maneira muito triste e revoltante. Para que nunca mais se repita.