Coube ao diligente repórter e blogueiro Fábio Silveira, do Jornal de Londrina, a revelação de que a Operação Publicano, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), contabilizou, até agora, prejuízo de R$ 725 milhões aos cofres públicos.
Com o avanço das investigações, a força-tarefa do Ministério Público do Paraná acredita que a soma poderá ultrapassar R$ 1 bilhão.
Esse dinheiro deixou de entrar no caixa do estado porque fora trocado por propina para fiscais da Receita Estadual.
Há suspeita de que parte desse valor foi desviado para a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB). O inquérito está na Procuradoria Geral da República (PGR).
O lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador tucano, de acordo com o Gaeco, seria o chefe da quadrilha mesmo não tendo formalmente cargo no governo do estado.
O prejuízo ao erário seria relativo a impostos sonegados, multas e acréscimos legais exigidos.
Segundo a reportagem, trata-se do terceiro maior roubo contra os paranaenses. O primeiro do ranking fora o do Banestado e o segundo o Caso Paolicchi, de Maringá.
Outros escândalos conhecidos no Paraná viraram “café pequeno” diante do assalto na Receita Estadual.
O escândalo dos funcionários fantasmas, denunciados pela série “Diário Secretos”, em 2010, por exemplo, transformou os deputados envolvidos em “trombadinhas”, “batedores de carteira”, se comparado ao roubo no órgão fazendário.
Veja o tamanho dos desvios no Paraná:
Caso Banestado R$ 150 bilhões
Operação Publicano R$ 725 milhões
Caso Paolicchi R$ 700 milhões
Diários Secretos R$ 250 milhões
Ama/Comurb R$ 100 milhões
Copel/Olvepar R$ 84 milhões

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



