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Trump é retirado às pressas após tiros em jantar nos EUA

O presidente Donald Trump (Republicano) foi retirado às pressas do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, na noite de sábado (25), depois de relatos de tiros e de uma ameaça de segurança no local. Trump saiu escoltado pelo Serviço Secreto, ao lado da primeira-dama Melania Trump, e a Casa Branca informou que ele estava seguro.

O episódio ocorreu no Washington Hilton, hotel que tradicionalmente recebe o jantar anual da imprensa que cobre a Casa Branca. A Reuters relatou que foram ouvidos de quatro a seis estampidos no hotel, fora da área imediata do jantar, antes da retirada do presidente.

Segundo a Associated Press, Trump e outras autoridades dos Estados Unidos foram evacuados após uma ameaça ainda não especificada. A agência informou que não havia sinal imediato de feridos.

O New York Times informou que agentes do Serviço Secreto correram pelos corredores com armas em punho, enquanto um integrante da segurança teria gritado “tiros disparados”, expressão usada para relatar tiros disparados. O jornal também registrou que não havia sinal de que Trump tivesse sido atingido.

A cena provocou pânico entre convidados. A Reuters informou que centenas de pessoas se abaixaram sob as mesas, enquanto agentes entravam no salão e retiravam Trump e Melania do palco. O evento reunia cerca de 2.600 pessoas.

A retirada de Trump ocorreu em um dos eventos mais simbólicos da relação entre imprensa e poder nos Estados Unidos. O jantar dos correspondentes reúne jornalistas, autoridades, celebridades e assessores, num ritual que mistura bastidor político, autopromoção e tensão pública.

A presença de Trump já era carregada de conflito. A Associated Press registrou que esta foi sua primeira participação no jantar como presidente, depois de anos de boicotes e de uma relação hostil com parte da imprensa americana.

O caso também reforça o ambiente de violência política que ronda os Estados Unidos. Ainda sem detalhes oficiais sobre o responsável, a motivação ou o alcance da ameaça, o fato central é claro: o presidente foi retirado de um jantar público, diante da elite política e jornalística de Washington.

Para o Brasil, o episódio tem leitura direta. Trump é hoje peça central na disputa internacional que contamina economia, comércio, redes sociais, guerras e eleições. Quando a segurança presidencial americana entra em colapso por minutos, o impacto não fica restrito aos Estados Unidos.

O jantar que deveria expor a convivência difícil entre Trump e a imprensa terminou marcado por correria, medo e incerteza. A Casa Branca ganhou uma nova crise de segurança para administrar, enquanto o mundo acompanha se o episódio foi um ataque isolado, uma falha de proteção ou mais um sintoma da radicalização americana.

A política americana entrou no salão pela porta da segurança.

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