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Trump afirma que não haverá trégua contra Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bancou a linha dura e avisou que não haverá “trégua” nos bombardeios conjuntos com Israel contra o Irã, num quinto dia de guerra em que Teerã contabiliza 1.045 mortos e o conflito transbordou para a OTAN, o mar do Índico e rotas vitais de energia.

A escalada mais sensível desta quarta-feira (4) veio do flanco turco. A Turquia afirmou que um míssil balístico iraniano, que teria seguido por Síria e Iraque, foi destruído por sistemas de defesa aérea e antimíssil da OTAN no Mediterrâneo oriental, e a queda de destroços em Hatay não deixou feridos, segundo Ancara.

Base Aérea de Incirlik, situada perto da cidade de Adana, fica a 515 km ao sudeste da capital turca. Ao atacar os ativos da OTAN, os iranianos buscam neutralizar eventuais pontos de ameaça EUA-Israel.

No Pentágono, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que um submarino dos EUA torpedeou e afundou um navio de guerra iraniano no Oceano Índico, perto do Sri Lanka, episódio que levou a Marinha local a confirmar 87 corpos recuperados e 32 resgatados. O caso amplia o mapa da guerra para fora do Oriente Médio e aumenta o risco de incidentes navais em cadeia.

Enquanto isso, Israel endureceu no Líbano. Um “alerta urgente” ordenou evacuação em massa para o norte do rio Litani, e um veículo de imprensa libanês citou fonte da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) dizendo que tropas israelenses avançaram para vilarejos do sul, incluindo Khiam, Kfar Kila e Houla.

O impacto econômico começa a ganhar rosto. A Maersk suspendeu reservas de carga de e para vários países do Golfo, citando risco operacional, e o Estreito de Ormuz virou gargalo: a inteligência de mercado Kpler apontou queda de 90% no tráfego de petroleiros desde o início dos ataques.

No balanço político, Trump tenta vender “controle” e vitória rápida, mas a quadra real é de guerra que se espalha. Quando a OTAN entra no enredo, quando navios afundam longe do teatro original e quando evacuações em massa se impõem no Líbano, o que era operação cirúrgica vira conflito regional com risco global, energia, comércio e inflação no radar.

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