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Trump está prestes a autorizar ataque ao Irã, diz líder polonês

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, manteve em aberto nesta quinta-feira (19) a decisão de autorizar ataques contra alvos no Irã, embora relatos apontem que as Forças Armadas já estejam “prontas” para uma ofensiva em curto prazo.

Os sinais de escalada vieram de diversas partes do mundo. De um lado, fontes ouvidas por veículos dos EUA descrevem que a Casa Branca foi informada de que o aparato militar estaria apto para uma ação a partir deste fim de semana, ainda que o cronograma possa se estender além disso.

O reforço militar inclui caças F-35 e F-22, aeronaves adicionais de comando e controle, defesas aéreas reforçadas e um segundo porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, possibilitando o que as autoridades descreveram como a capacidade para uma campanha sustentada de várias semanas.

De outro, a agência Reuters registrou uma linha de tempo mais longa, com autoridades de segurança nacional sendo avisadas, em reunião na Sala de Crise, que as forças deslocadas à região deveriam estar completamente posicionadas até meados de março.

O pano de fundo é a pressão de Trump para que Teerã aceite um acordo sobre o programa nuclear. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou publicamente a cobrança para que o Irã “faça um acordo”, sem cravar um prazo final diante da pergunta sobre ultimato.

A movimentação militar citada nos relatos inclui presença de grupo de porta-aviões já na região e a projeção de envio de um segundo, em meio ao acúmulo de meios aéreos e navais no Oriente Médio.

No circuito diplomático, o próprio noticiário ligado à Reuters aponta que o Irã era esperado para apresentar uma proposta por escrito após conversas em Genebra, o que ajuda a explicar por que Washington fala em “janela” de negociação ao mesmo tempo em que desloca ativos militares.

A preocupação com um conflito iminente já contaminou a Europa. Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu que cidadãos poloneses deixem o Irã imediatamente e desaconselhou viagens ao país, sob o argumento de que a evacuação poderia se tornar inviável em poucas horas caso haja confronto armado.

A Rússia pede prudência em relação ao Irã enquanto os EUA reforçam seus recursos militares no Oriente Médio.

O Kremlin afirmou hoje que estava testemunhando um aumento sem precedentes na tensão em torno do Irã, à medida que os EUA deslocavam recursos militares para o Oriente Médio, e Moscou instou Teerã e outras partes a exercerem prudência e moderação.

O Kremlin afirmou que os exercícios navais entre o Irã e a Rússia foram planejados muito antes das tensões atuais.

Esse aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã fez com que os preços do petróleo subissem acentuadamente e manteve o ouro próximo a níveis recordes nesta quinta-feira, enquanto os investidores avaliavam o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio e seu impacto nos mercados globais.

O petróleo Brent subiu para cerca de US$ 70,50 o barril, após uma alta de mais de 4% na sessão anterior, enquanto o petróleo bruto dos EUA ultrapassou os US$ 65, com os investidores considerando a possibilidade de interrupções no fornecimento da região produtora de petróleo.

Na prática, a combinação de ameaça pública, bastidor de “prontidão” e cronogramas divergentes revela menos certeza militar e mais política de pressão: Trump mantém o gatilho visível para arrancar concessões, e o risco é o Oriente Médio voltar a ser laboratório de aposta alta, com civis no meio do fogo cruzado.

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Autoridades iranianas afirmam que estão prontas para a guerra, caso fracasse o acordo nuclear com os EUA. Foto: reprodução/Iran International

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