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Trump autoriza ação secreta da CIA na Venezuela para derrubar Maduro

A Casa Branca de Donald Trump (Partido Republicano) autorizou a CIA a realizar “ação secreta” na Venezuela contra o governo de Nicolás Maduro (PSUV), com permissão para operações letais, segundo apuração confirmada publicamente pelo presidente nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025.

A medida vem uma semana após a opositora María Corina Machado (Vente Venezuela), líder de extrema direita, receber o Nobel da Paz de 2025.

O presidential finding, instrumento ultrassecreto que habilita operações clandestinas, foi revelado pelo The New York Times e depois endossado por Trump, que cita o combate ao narcotráfico e acusações contra Caracas como justificativa.

O presidente evitou detalhar alvos ou escopo e não respondeu se a autorização inclui o próprio Maduro, mas até os “metais raros” sabem que o objetivo é derrubar o líder do governo bolivariano.

No plano militar, há escalada no Caribe: oito navios de superfície e um submarino dos EUA operam na região, com B-52 sobrevoando a costa venezuelana e efetivo que fontes situam na casa dos 10 mil militares, sobretudo em Porto Rico.

O Pentágono tem opções de ataque terrestre sobre a mesa.

Caracas classifica o movimento como tentativa de “mudança de regime”, endossando o que afirmamos acima.

Desde setembro, os EUA admitem cinco ataques a barcos “ligados ao tráfico” próximos à Venezuela, com 27 mortos.

Juristas questionam a base legal para ações letais sem guerra declarada.

Trump e auxiliares afirmam tratar-se de conflito contra “grupos armados não estatais” e rotulam Maduro como “narcoterrorista”.

O Nobel para María Corina, em 10 de outubro, acirrou a disputa: a chancela internacional à opositora provocou reações de Maduro e a decisão de Caracas de fechar a embaixada na Noruega, país do Comitê do Nobel.

A premiada tem defendido “pressão máxima” externa.

No mesmo dia em que Trump confirmou a autorização secreta da CIA, o presidente Nicolás Maduro anunciou o êxito do exercício militar e popular realizado em Caracas e no estado de Miranda.

A operação, conduzida sob forte chuva, mobilizou os Órgãos de Direção de Defesa Integral (ODDI) e as Zonas Operativas de Defesa Integral (ZODI), criadas para proteger serviços estratégicos diante da ameaça militar dos Estados Unidos.

“Nada deteve o exercício”, afirmou Maduro, exaltando a “máxima moral” das tropas e a união entre militares e civis.

“Estamos ganhando a paz zona por zona, território por território, estado por estado. Quem ganha a paz é o povo unido”, disse durante transmissão da TV estatal.

O presidente destacou ainda a importância das Unidades Comunais Milicianas e das Bases Populares de Defesa Integral, criadas para proteger escolas, hospitais, fábricas e comunidades dentro da chamada Operação Independência 200.

Caracas e Miranda, lembrou ele, reúnem cerca de sete milhões de habitantes.

“A paz é o nosso destino, a nossa bênção, e unidos seguiremos vencendo”, concluiu Maduro, numa resposta direta à escalada militar americana e à ofensiva política liderada por María Corina Machado.

No Congresso dos EUA, apenas um grupo restrito é informado formalmente sobre autorizações desse tipo; a fiscalização é limitada por sigilo.

Historicamente, operações clandestinas da CIA na região produziram efeitos colaterais duradouros, do golpe na Guatemala (1954) ao apoio aos contras na Nicarágua (anos 1980), um passado que ajuda a dimensionar o risco de desestabilização regional.

A autorização para a CIA rompe o dique da diplomacia e aposta na engenharia de “mudança de regime” em pleno tabuleiro latino-americano.

Vincular o gesto ao capital político do Nobel de María Corina amplia o custo para vizinhos e para a própria democracia venezuelana.

O preço de “exportar” soluções pela força costuma ser pago pelos de sempre: os de baixo.

Leia, cobre transparência e acompanhe no Blog do Esmael.

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