28 de março de 2014
por Esmael Morais
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Luta renhida pelo poder racha o recém-criado consórcio Rede-PV no Paraná

O coordenador de Comunicação da Rede de Sustentabilidade, Ygor Nachornik, entrou em contato com este blogueiro. O representante do “partido” de Marina Silva no Paraná esclareceu que “não há” bate-chapa pela vaga de candidato ao Senado, como registrei na sexta 21 passada (clique aqui). Como democrata que sou, publico abaixo a íntegra da nota.

O diabo é que Professor Claudino Dias, membro da executiva da Rede, reconfirmou toda a história que me contou na semana passada. Segundo ele, haverá bate-chapa no partido, sim, na próxima reunião do dia 13 de abril. “Se há dois candidatos ao Senado — Sigrid Andersen e eu — o método mais democrático para decidir é o voto. Não há consenso, portanto”, explicou didaticamente o mestre.

Como se vê, a guerra intestinal na Rede é cruenta. Nada a diferencia das demais agremiações que já estão na praça. à‰ mais uma sigla, como as outras, nada mais. Aliás, quanto mais partidos, indiferente do matiz ideológico, quero deixar claro, faz muito bem à  democracia.

A Rede foi gongada! pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por isso seus membros no Paraná se agasalharam no PV. à‰ o caso de Claudino Dias e outros tantos militantes e filiados.

Ygor Nachornik não soube explicar quais serão os passos da Rede nas eleições 2014, haja vista que a agremiação prega a “terceira via”. Perguntei-lhe quem entre Richa, Gleisi e Requião representaria a tal terceira via. Ele me respondeu que seria Rosane Ferreira, do PV. Daí eu o informei que a deputada verde tem entendimento avançado com o senador do PMDB. “Não tenho autorização para falar sobre isso”, limitou-se. Na nota enviada ao blog, o partido de Marina no estado declina prioridade de aliança com “PPS, PSB e outros”.

A seguir, eu publico a íntegra da nota da Rede de Sustentabilidade:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
DA #REDE SUSTENTABILIDADE DO PARANà

Essa nota tem como objetivo esclarecer a notícia veiculada no Blog do Esmael:

A #rede Paraná esclarece:

1- Não há que se falar em “bate chapa” na convenção estadual da #rede sustentabilidade do Paraná a realizar-se em 13/04/2014. Temos na #rede Paraná acordo com o PV para candidaturas democráticas, assim, a pré-candidatura ao Senado da Professora Sigrid Andersen foi proposta nas reuniões da #rede Paraná, desde 11/01/2014, e a do Professor Claudino Dias foi comunicada internamente em 19/03/2014 por alguns membros da #rede. Sempre priorizamos o consenso progressivo e nesse sentido já foi decidido em reunião do Diretório Estadual da #rede que construiremos a candidatura ao Senado conjuntamente com os membros filiados à  #rede Paraná e com o Partido Verde no Paraná. Ademais essa candidatura ao Senado será construída em diálogo com a Executiva Nacional em função da melhor alternativa para o projeto nacional da Rede Sustentabilidade.

2 – A #rede Paraná tem dialogado com o PV e com os partidos da Aliança Nacional da #rede (PPS, PSB e outros) na tentativa de construirmos uma nova via eleitoral no Paraná. Em nota já emitida pela #rede Paraná, nosso posicionamento político-partidário é coerente com a estratégia de quebrar a bipolaridade imposta ao cenário político entre PT e PSDB. Reafirmamos assim, nossa posição de não fazer alianças com esses partidos no estado e nem de compormos com outros partidos que façam aliança com estes.

3- Os comunicados oficiais da #rede Paraná se fazem através de Leia mais

3 de outubro de 2013
por Esmael Morais
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O dia D de Marina no TSE

da Agência Brasil, via Brasil 247
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide hoje (3) se concede registro ao partido Rede Sustentabilidade, fundado pela ex-senadora Marina Silva. Os sete ministros do tribunal vão decidir se mesmo com parecer contrário do Ministério Público Eleitoral (MPE), o partido está autorizado a disputar as eleições do ano que vem. A sessão começará à s 19h.

Na terça-feira (1!º), o MPE enviou parecer ao TSE contra a concessão de registro ao partido. Segundo o vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão, o partido não obteve o número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para a obtenção do registro. De acordo com Aragão, a legenda conseguiu validar 442.500 assinaturas.

Para obter registro, o partido precisa validar 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados. Segundo Marina Silva, o partido coletou 868 mil assinaturas e tem 550 mil validadas, número superior ao mínimo solicitado pela Lei Eleitoral. De acordo com a ex-senadora, os números são divergentes porque durante o processo de validação de assinaturas de apoiadores nos tribunais regionais eleitorais, os cartórios atrasaram os procedimentos e anularam 95 mil delas sem justificativa.

O primeiro voto do julgamento será da ministra Laurita Vaz, relatora do pedido de registro do partido. Em seguida votarão João Otávio de Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio, Gilmar Mendes e a presidenta do TSE, Cármen Lúcia. Dias Toffoli não participará da sessão porque está em viagem oficial à  República Dominicana. Ele será substituído por Gilmar Mendes. A votação deverá ser finalizada hoje, por ser a última sessão da Corte antes de 5 de outubro, prazo final para registro de partido.

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2 de outubro de 2013
por Esmael Morais
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Ministério Público: A culpa é toda sua, Marina, não dos cartórios eleitorais

do Brasil 247
Ontem foi a vez de José Serra que, diante da realidade, desistiu de deixar o PSDB e, salvo um imprevisto com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estará fora da sucessão presidencial em 2014.

Amanhã, ao que tudo indica, será a vez de Marina Silva, que terá negado, pelo Tribunal Superior Eleitoral, o registro de sua Rede Sustentabilidade, ficando também excluída desse jogo.

De quem é a culpa? Da ex-senadora Marina !“ e de ninguém mais. à‰ o que sustenta o procurador Eugênio Aragão, do Ministério Público, que rejeitou, em seu parecer, o pedido da Rede.

“Uma firma deixa de ser reconhecida pelo simples fato de não haver correspondência entre as assinaturas apresentadas. Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98.000 assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido e não dos cartórios”, diz o parecer (leia aqui a íntegra).

Marina declarou ontem “confiar em Deus”, mas, aparentemente, essa batalha já está perdida. Na Folha, o colunista Igor Gielow lembra que um partido não se cria com 500 mil curtidas no Facebook (leia aqui). Em Veja, Reinaldo Azevedo afirma que, se o TSE seguir a lei, a Rede não poderá ser criada (leia aqui). No Globo, Merval Pereira avisa que é hora de um “plano B” e sugere que o PPS, de Roberto Freire talvez seja uma alternativa melhor do que o PEN, que já ofereceu à  ex-senadora o comando total da legenda !“ além da própria mudança de nome.

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente tem sido enfática ao afirmar que não tem “plano B”. Nas 24 horas que antecedem a decisão do TSE, ela tem se reunido com apoiadores políticos e financeiros em Brasília, numa corrente final. Ontem, quem desembarcou na capital federal foi Neca Setúbal, uma das herdeiras do Itaú e também fundadora da Rede.

Mas o jogo parece perdido. E a culpa, como disse o procurador Aragão, não é dos cartórios.

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28 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Sem partido, Marina terá convite para vice de Aécio. Alguma surpresa?

do Brasil 247
Faltam exatos sete dias para que o Brasil saiba se o partido que a ex-senadora Marina Silva pretende criar, o Rede Sustentabilidade, sairá ou não do papel. As perspectivas, no entanto, não parecem nada positivas. Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, ele não fará “nenhuma concessão” para que o partido seja criado fora dos parâmetros legais. De acordo com um parecer produzido por ele, Marina comprovou pouco mais de 100 mil das 492 mil assinaturas exigidas.

Nos tribunais superiores, não há muita boa vontade para providenciar um “jeitinho”. “Coloque o dedo na ferida: sem as assinaturas é uma esperança vã”, disse o ministro Marco Aurélio Mello. Marina apelou para artistas, como Marcos Palmeira e Adriana Calcanhotto, que postaram vídeos no YouTube, mas a ministra Carmen Lúcia afirmou que isso não mudará a posição do Tribunal Superior Eleitoral, presidido por ela.

Portanto, a tendência concreta é a de que Marina não consiga êxito na criação da Rede !“ o que não terá sido por falta de tempo, nem de recursos, uma vez que sua candidatura é apoiada por bilionários, como Guilherme Leal, da Natura, e Neca Setúbal, do Itaú.

Nesse quadro, o que fazer então com seu patrimônio eleitoral, de 16% dos votos, segundo o Ibope? Um partido nanico, o PEN, ofereceu a Marina uma proposta inusitada. Trocaria seu nome para “Rede”, caso ela aceitasse disputar a presidência pelo partido. Ela ainda teria opções como o PPS e o PV, mas sem o controle da máquina partidária.

Nesse cenário de indefinições e incertezas, Marina será tentada com uma nova oferta: a de ser vice do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os tucanos pretendem tratar o não registro do Rede como uma violência do PT contra Marina. Em seguida, abrirão as portas do partido. Ontem, Aécio afirmou que o Brasil “merece ter uma alternativa como Marina”. Neste sábado, na coluna de Sônia Racy, no Estado de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que a ex-senador é uma “liderança moral” do País.

Depois de 5 de outubro, após a decisão provavelmente contrária do TSE à  Rede, o assédio tucano a Marina será pesado. Com apoio de vários colunistas e grandes meios de comunicação.

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25 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Solidariedade também consegue registro no TSE. Velha mídia luta pela Rede

da Agência BrasilO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou ontem (24) a criação do partido Solidariedade, fundado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. A legenda será identificada com o número 77. Com o registro, o Brasil passa a ter 32 partidos registrados no TSE. O partido conseguiu apoiamento de 503 mil eleitores no país, número superior ao mínimo de 0,5% de apoiamentos em relação ao eleitorado.

Por 4 votos 3, a maioria dos ministros entendeu que o partido cumpriu os requisitos para obtenção do registro. As ministras Laurita Vaz, Cármen Lúcia, e os ministros Otávio de Noronha e Dias Toffoli votaram a favor da concessão do registro.

Os votos divergentes foram de Marco Aurélio e Luciana Lóssio. Eles seguiram o voto do ministro Henrique Neves, relator do pedido de registro. Ele entendeu que o registro do Solidariedade não poderia ser concedido porque as fichas de apoiamento de eleitores entregues ao tribunal estão incompletas. Segundo o ministro, as fichas devem ser anexadas à  lista com os nomes de apoiadores.

Em parecer enviado anteontem (23) ao TSE, o vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão, empossado na semana passada, informou que há indícios de fraude nas assinaturas de apoiadores do Solidariedade e pediu que a Polícia Federal investigue o caso.

Na sessão de hoje, o procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, defendeu a posição do Ministério Público e disse que o pedido de investigação foi feito porque foram apontados indícios de fraude no processo, como utilização do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindlegis) para obtenção das assinaturas.

A advogada do Solidariedade, Maria Cláudia Bucchianeri, defendeu que o parecer de Aragão fosse desconsiderado pelos ministros do TSE, por entender que o Ministério Público não poderia impugnar o registro do partido, após parecer conclusivo a favor do partido feito pela ex-procuradora eleitoral Sandra Cureau. De acordo com a advogada, o regis Leia mais

23 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Político com mandato ainda tem 13 dias para pular a cerca

Deputado Paulinho da Força (PDT-SP) torce para que a Rede de Marina continue furada, pois, assim, acredita, o Solidariedade se tornará "janela" alternativa para políticos que queiram pular a cerca! em virtude de dificuldades regionais;  legislação eleitoral prevê até 5 de outubro "janelas" em caso de transferência para legendas novas, desde que por "justa causa" com um ano antes das eleições.

Deputado Paulinho da Força (PDT-SP) torce para que a Rede de Marina continue furada, pois, assim, acredita, o Solidariedade se tornará “janela” alternativa para políticos que queiram pular a cerca! em virtude de dificuldades regionais; legislação eleitoral prevê até 5 de outubro “janelas” em caso de transferência para legendas novas, desde que por “justa causa” com um ano antes das eleições.

Termina no próximo dia 5 de outubro o prazo para que políticos migrem para sigla recém-criada sem que sejam penalizados com a perda do mandato por infidelidade partidária.  ... 

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22 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Sem Rede, Marina e Requião já articulam filiação no Solidariedade

Marina Silva e Roberto Requião têm o partido da Solidariedade como plano B, caso o registro da Rede de Sustentabilidade bata na trave; correligionários de Paulinho da Força garantem que já existe forte articulação nos bastidores; o senador pretende disputar o governo do Paraná e Marina sonha com a presidência da República; Solidariedade pode nascer com até 40 deputados e mais de 2 minutos no horário eleitoral.

Marina Silva e Roberto Requião têm o partido da Solidariedade como plano B, caso o registro da Rede de Sustentabilidade bata na trave; correligionários de Paulinho da Força garantem que já existe forte articulação nos bastidores; o senador pretende disputar o governo do Paraná e Marina sonha com a presidência da República; Solidariedade pode nascer com até 40 deputados e mais de 2 minutos no horário eleitoral.

A presidenciável Marina Silva já articula nos bastidores seu ingresso no partido Solidariedade, que nacionalmente é organizado pelo deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP). A nova legenda espera nascer com pelo menos 30 deputados federais, o que lhe daria cerca de 2 minutos de tempo no horário eleitoral. ... 

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16 de setembro de 2013
por Esmael Morais
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Rede corre risco e Marina marca o seu Dia D: 21 de setembro

do Brasil 247 A menos de 20 dias até o prazo final para apresentar todas as exigências para o registro de seu partido, caso queira disputar as eleições de 2014, Marina Silva vive um grande dilema.

A Rede Sustentabilidade já reconhece como improvável a meta de 492 mil assinaturas validadas de eleitores até o 3 de outubro !“ data da última sessão antes do fim do prazo, dia 5.

A sigla conta hoje com pouco mais de 300 mil apoios registrados. Seus partidários esperam apresentar nesta quarta-feira mais um lote de 150 mil fichas certificadas.

Para atingir o número restante, a ex-senadora tenta sua última cartada e tenta usar toda sua influência para pressionar uma manobra no Tribunal Superior Eleitoral. Como segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto do Datafolha sobre a corrida à  presidência, atrás apenas de Dilma Rousseff, ela culpa a burocracia de cartórios pelo atraso no registro. Alega que o prazo de 15 dias para analisar as assinaturas e que os índices de fichas rejeitadas ultrapassaram os níveis aceitáveis em Estados estratégicos, como São Paulo.

Nesta semana, a Rede entrará com um recurso no TSE pedindo para que sejam validadas cerca de 90 mil assinaturas que foram recusadas sem justificativa. O processo, que será encaminhado pela ministra relatora do caso, Laurita Vaz, ao Ministério Público Eleitoral, tem prazo de dez dias para ser analisado.

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