26 de março de 2018
por Eugênio Aragão
Comentários desativados em Morre a idealizadora do programa Bolsa Família

Morre a idealizadora do programa Bolsa Família


Faleceu na manhã de domingo (25) a professora Ana Fonseca, principal idealizadora do programa Bolsa Família. Ela era coordenadora associada do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP) da Unicamp. Participou diretamente da implantação de programas de renda mínima nas cidades de Campinas e São Paulo. Essa experiência levou a professora à coordenação da implantação do Bolsa Família no primeiro governo do Presidente Lula. ... 

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27 de outubro de 2015
por admin
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Deputado quer tirar do Bolsa Família para engordar o Fundo Partidário

O deputado federal Ricardo Barros (PP) apresentou emenda ao orçamento da União para que seja triplicado o fundo partidário, que é a verba para sustentação dos partidos políticos. Caso aprovada, a verba destinada às legendas teria um acréscimo de R$ 600 milhões.

Seria uma forma de compensar em parte a dificuldade de financiamento da atividade política com as “perdas” ocasionadas pelo fim do financiamento privado das campanhas.

Acontece que o mesmo Ricardo Barros (PP) propôs um corte de cerca de R$ 10 bi no programa Bolsa Família, principal programa social do País desde os governos do ex-presidente Lula.

Novamente o “Leitão Vesgo”, que é como Barros como ficou conhecido por “mamar em uma teta de olho na outra”, deixa claro que para ele e boa parte dos políticos tradicionais, é preferível sempre cortar dos mais pobres do que reduzir os próprios benefícios.

Essa também é a lógica do governo de Beto Richa, que por sinal tem a esposa de Barros, Cida Borguetti (PROS), como vice; e o apoio da filha, Maria Victoria (PP), na “Bancada do Camburão”.

Com informações da Coluna Poder da Folha de São Paulo.

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20 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Enio Verri: Bolsa Família, doze anos de combate à pobreza

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Enio Verri*

Reconhecido mundialmente e merecedor do prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, equivalente ao Nobel Social, o Bolsa Família completa 12 anos de combate à pobreza, dignidade, inclusão social, econômica e educacional, entre outras características positivas do programa criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Motivo de ódio e preconceito de uma elite ancorada em hierarquias sociais e exploração de classes menos abastadas e da desinformação de uma parcela considerável da sociedade, o programa não só conquistou o respeito de pesquisadores brasileiros e internacionais, como se configurou como uma política determinante para a exclusão do Brasil do mapa da fome, fato inimaginável nos anos 90.

Parte do Brasil sem Miséria, o Bolsa Família não pode ser compreendido unicamente como um programa de transferência de renda. Refere-se uma política mais ampla de inclusão social, educacional, de consumo, resultando em grandes benefícios em diversos setores, como a economia.

É nesse sentido que contrariando desinformados e oposicionistas, o programa se mostrou um agente importante para a economia. Segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2013, cada real gasto com o Bolsa Família faz a economia girar em 240%, além de representar um impacto a desigualdade em 370% a mais do que a previdência social.

Com o aumento do poder de consumo e ascensão a classe média, novas oportunidades para a compra de produtos antes restritos, como automóveis, viagens, entre outros, cresceram ao passo que a presença do consumidor na economia local expandiu, promovendo um desenvolvimento econômico, gerando renda e emprego.

Integrado em um ciclo econômico que envolve desde o beneficiário até os setores públicos, o Bolsa Família representou uma realidade diferenciada aos municípios brasileiros. Sob a perspectiva do aumento do consumo, setores como o comércio e de serviços ganharam novos clientes e demandas, exigindo qualificação e ampliando a procura por profissionais.

Por conseguinte, novos ramos da economia se potencializaram. O desemprego caiu para índices recordes e novas oportunidades – de emprego ou de qualificação – emergiram a cidadãos antes marginalizados a partir de programas como o Pronatec, Prouni, FIES, entre outros.

A economia cresceu, se desenvolveu e se efetivou como uma potência mundial por intermédio dos bons resultados em todos os setores. A renda melhorou e novas perspectivas de se formalizar e abrir o próprio negócio se concretizaram De acordo com Governo Federal, 10% dos empreendedores individuais vieram do Bolsa Família.

O desenvolvimento econômico veio acompanhado de políticas públicas e investimentos estruturais Leia mais

17 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O legado da democracia

Luiz Claudio Romanelli*

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A primeira faixa que vi da manifestação deste domingo, 16 de agosto, em Curitiba, me deixou perplexo: “intervenção militar já!”

O dia foi marcado por manifestações de apologia ao golpe contra a democracia, nas principais cidades do Brasil. Um movimento, diga-se, articulado por grupos de direita, que se comunicam pelas redes sociais na internet, e velhas raposas da política que desejam um terceiro turno da eleição de 2014. Nunca é demais lembrar as palavras do filósofo e escritor Umberto Eco: “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

Muito embora havia entre os manifestantes, cidadãos conscientes protestando contra a corrupção, contra à deterioração da economia e os cortes em direitos trabalhistas e sociais, m‎uitos foram as ruas, qual boiada desgovernada, para vociferar contra a presidente Dilma, o ex-presidente Lula, o PT, os partidos políticos, os políticos em geral, contra a própria democracia. O que mais se viu foram discursos autoritários e anticonstitucionais, discursos de ódio, que põem em jogo a ainda incipiente democracia brasileira.

Defendo o direito a livre manifestação, mas não compactuo com os que bradam pelo impeachment da presidente legitimamente eleita por mais de 54 milhões de eleitores, numa eleição acirrada, já com a Operação Lava Jato protagonizando o debate. ‎

‎Dias desses, li um texto muito bom de autoria do jornalista paranaense Otavio Duarte, no qual ele faz uma analise precisa e inteligente sobre o nosso país e lembra que “é bom ter distanciamento, perspectiva, e um pouco de história não faz mal a ninguém”, para concluir que embora ainda haja muito a fazer, “o Brasil hoje é muito melhor do que antes”.

Quem, como eu, viveu e combateu a ditadura, sabe bem que a melhoria na vida dos brasileiros é o grande legado da democracia.

Nos últimos 30 anos, entre erros e acertos, o Brasil implantou políticas públicas que transformaram o país. De uma Nação atrasada e pobre, nos tornamos um país admirado e respeitado mundialmente, com muitos desafios ainda à enfrentar, mas num outro patamar.

Sarney viabilizou e consolidou a transição democrática, Collor (apesar de todos os pesares) abriu o país ao mercado internacional. Itamar Franco estancou a inflação com a criação do Real, Fernando Henrique Cardoso criou as bases da estabilização econômica, regulamentou e implantou várias políticas sociais que estavam previstas na Constituição de 1988 – a carta que inaugurou a moderna democracia brasileira.

A Constituição trouxe inovações que hoje parecem triviais. Durante mais de 150 anos, os analfabetos – outrora um número expressivo da população – estiveram excluídos da vida política. Pois a Constituição garantiu a eles o direito ao voto, assim como aos jovens entre 16 e 18 anos. Também concedeu a todo cidadão o direito de saber todas as informações sobre ele próprio e sobre o governo.

Depois da Constituição, foram elaborados nos anos seguintes um novo Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso. O racismo passou a ser considerado crime inafiançável. Há ainda um capítulo inovador sobre meio ambiente e uma legislação sobre a questão indígena que, se não evita conflitos pontuais, pelo menos protege a minoria.

Garantiu ainda verbas à educação e permitiu a universalização do ensino. Criou o Sistema Único de Saúde, que se não é o ideal garante o acesso de todos.

Nos oito anos do governo Lula, o Leia mais

11 de abril de 2015
por Esmael Morais
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Veja essa: Álvaro Dias “afrouxa a tanga” e se rende à política social do PT

O senador Álvaro Dias (PSDB) um dos mais ferinos críticos do PT e do governo Dilma Rousseff, ao que parece, “afrouxou a tanga” e se rendeu à política social dos petistas.

Em público, o tucano desce a bordoada nos petistas e nos programas sociais criados pelo partido de Lula, mas “escondidinho” são outros quinhentos. O senador do PSDB capitaliza as políticas públicas de Dilma, conforme documento interceptado pelo Blog do Esmael.

Em ofício encaminhado ao prefeito José de Jesus Isac, do município de Santana do Itararé, na região Norte Pioneiro do Paraná, o senador Álvaro Dias escreve:

“Tenho a satisfação de informar Vossa Excelência que a Prefeitura de Santana do Itararé tem à sua disposição um crédito no valor de R$ 28.226,78, referente à iniciativa do Governo Federal intitulado Ação Brasil Carinhoso – Ampliação do Acesso à Creche, que faz parte do Programa Bolsa Família”, diz um trecho do documento assinado pelo tucano.

O diabo é que o senador tucano não explicou no ofício que o programa é uma política pública do governo Dilma, ou seja, todos os municípios brasileiros têm acesso ao programa anunciado por ele, Álvaro Dias, justamente a um prefeito do PT. Isso mesmo, o prefeito de Santana do Itararé é petista!

Oh, azar!

Abaixo, leia o recibo (ofício) de Álvaro para o PT:

http://www.esmaelmorais.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Recibo_Alvaro_PT.pdf

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