Supersincero, ministro da Educação diz que diploma de universidade não adianta porque ‘não tem emprego’

Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: “Educação e trabalho”

romanelli_colunaLuiz Cláudio Romanelli*

Na crise é preciso repensar a estratégia de desenvolvimento do estado, e investir no nosso maior capital, que é o humano. O contínuo crescimento econômico e a geração de empregos, por conta do ambiente criado no estado do Paraná nos últimos anos, trouxeram diversos benefícios para sociedade. O Paraná tem sido referência no ensino profissionalizante e na qualificação da sua mão de obra – duas frentes muito importantes para oportunizar melhores condições para superar a desigualdade social e os desequilíbrios.

Em 2015, a rede de ensino profissionalizante do estado matriculou 76 mil jovens – em 353 escolas em 185 municípios – interessados em um diferencial para o mundo do trabalho. São 56 mil estudantes em cursos técnicos, em 12 diferentes eixos, o que representa 19% do total de alunos matriculados no ensino médio. Muito próximo da meta nacional que é de 25%, é um esforço que tem válido a pena, pois nos últimos quatro anos dobrou o número de alunos. Pesquisa da indústria divulgada no início de março mostra que no país somente 8% dos alunos fazem algum curso profissionalizante.

Nosso estado é o que mais qualifica sua mão de obra, pois, além dos 56 mil jovens em cursos técnicos, temos mais de 20 mil estudantes no curso para formação de docentes. A rede de Centros Estaduais de Educação Profissional – CEEPs se expande em 80%. São mais 18 novas unidades, em diversas regiões, que estão abrindo mais 20 mil vagas, além da ampliação e reforma de outras 23 escolas estaduais de ensino profissional.

Para quem está acostumado a falar mal do Paraná, nossa rede de escolas estaduais de educação profissional é três vezes maior que a dos gaúchos e duas vezes maior que a de Minas Gerais e Bahia – estados que muito investiram na educação profissional nos últimos anos.